Mundo
19/03/2008 - 10h43

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

Os principais jornais norte-americanos e internacionais deram grande destaque para o discurso do democrata Barack Obama, na Filadélfia. No discurso --tido como um dos maiores momentos da campanha presidencial de Obama-- ele falou sobre as questões raciais que agitaram a disputa democrata nas últimas semanas.

No discurso, Obama disse que já era hora de os Estados Unidos superarem algumas "feridas raciais" e unirem-se para resolver seus problemas. O tema da união entre raças marcou toda a campanha de Obama, que defende transcender estas questões, como um legítimo filho de mãe branca do Kansas e pai negro do Quênia.

O republicano John McCain continua em sua viagem de uma semana pelo Oriente Médio e Europa. Nesta quarta-feira, ele está em Jerusalém, onde encontrou líderes israelenses e conversou com o presidente palestino Mamouhd Abbas por telefone. McCain afirmou que trabalhará, caso seja eleito, por um acordo de paz na região.

Veja repercussão na imprensa internacional da corrida pela nomeação partidária nos EUA:

"Telegraph" (Reino Unido)
O poderoso discurso de Barack Obama sobre raça

Reprodução
Telegraph
Telegraph

Barack Obama deu o maior passo na sua campanha rumo à Casa Branca confrontando a questão racial nos Estados Unidos e recusando-se a desautorizar o seu controverso pastor negro pelos sermões "profundamente distorcidos".

Buscando acabar com a polêmica gerada pelos comentários incendiários do reverendo Jeremiah Wright. Obama proferiu um discurso intensamente pessoal e, algumas vezes, emocional. O discurso durou 40 minutos e aconteceu na Filadélfia que é marcada pela raiva negra, ressentimento branco e um legado de escravidão.

O homem que deseja ser o primeiro presidente negro dos EUA pediu pelo fim "da situação racial na qual estamos presos há anos" ao mesmo tempo em que destacou que as reclamações de um tratamento injusto por parte dos negros foram genuínas.

"A raiva é real: é poderosa e somente desejar que ela vá embora, condená-la sem entender suas raízes, somente serve para aprofundar a fenda de não compreensão que existe entre as raças", afirmou Obama.

"The Washington Post" (EUA)
McCain confunde os grupos iraquianos

Reprodução
Washington Post
Washington Post

O senador republicano John McCain, em meio a uma viagem ao Oriente Médio que ele espera que ajude a ampliar sua vantagem em política externa, afirmou incorretamente que o Irã está treinando e abastecendo a Al Qaeda no Iraque, confundindo o grupo insurgente sunita com os extremistas xiitas que os oficiais norte-americanos acreditam serem apoiados por sua visão religiosa.

O erro, que rapidamente foi corrigido com um sussurro de um colega, foi um momento difícil na viagem de sete dias no Oriente Médio e Europa.

Sua equipe de campanha assegura que a experiência de décadas de McCain em política externa tornaram-no o candidato melhor equipado para liderar o país em um tempo de perigo internacional. Afirmaram ainda que ele tem um profundo conhecimento da situação política e militar no Iraque, freqüentemente zombando dos rivais democratas pelo que ele descreve como um desejo inocente de retirar as tropas rapidamente.

Ele passou os últimos dois dias em Israel, após 48 horas no Iraque, onde ele encontrou-se com comandantes da tropa dos Estados Unidos e oficiais militares para verificar o progresso local.

"The New York Times" (EUA)
Hillary vai a Michigan incentivar uma nova primária

Reprodução
NY Times
NY Times

Em seu blog político, The Caucus, o jornal norte-americano relatou os planos da senadora Hillary Clinton de viajar a Detroit para sua agenda de campanha desta quarta-feira em uma tentativa de forçar uma nova primária para que Michigan possa contar com seus delegados na disputa pela nomeação democrata.

"Nós iremos e faremos um esforço para refazer a votação", disse Mo Elleithee, um porta-voz de Hillary.

A primária de Michigan foi realizada em janeiro e tornou-se um grande problema ao partido. O comitê democrata nacional retirou os delegados do Estado após Michigan ter adiantado unilateralmente a data de sua votação na tentativa de ganhar mais influência.

Os líderes democratas prometeram não fazer campanha lá e o senador Barack Obama retirou seu nome da cédula de votação. Hillary manteve seu nome e acabou ganhando as primárias de lá.

Considerando que Hillary está atrás na disputa democrata, ela tenta desesperadamente incluir sua vitória em Michigan, mesmo que exija a realização de uma nova primária.

A campanha de Obama resiste a idéia dizendo que os democratas de Michigan estão divididos sobre refazê-la e que um novo voto não faria tanta diferença na luta democrata. Afirmaram ainda que Hillary está tentando mudar as regras para favorecê-la.

"The Wall Street Journal" (EUA)
O Arquivo Nacional deve liberar documentos de Hillary Clinton

Reprodução
NY Times
NY Times

O Arquivo Nacional planeja liberar nesta quarta-feira 11.046 páginas da agenda pessoal de Hillary Clinton, relativa aos anos em que ela foi primeira-dama.

Os documentos, que mostram todas as atividades e reuniões de Hillary, tornaram-se um ponto importante da campanha democrata já que a equipe de Barack Obama acusou Hillary de tentar esconder informações.

A liberação é o resultado do pedido feito pelo ato de liberdade de informação. O grupo submeteu este e outros pedidos em abril de 2006 e processou o Arquivo Nacional em novembro para acelerar o processo. Outros pedidos ainda devem ser incluídos como a correspondência e os registros telefônicos de Hillary.

Embora Hillary tenha afirmado que a causa do atraso é do Arquivo Nacional, os críticos apontaram uma carta da ex-primeira dama pedindo que uma grande parte de seus arquivos fosse considerado para informação sigilosa sobre o ato de registros presidenciais, submetendo eles à aprovação de um dos seus representantes.

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
9 opiniões
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