Mundo
19/03/2008 - 11h19

EUA divulgarão publicamente agenda de Hillary como primeira-dama

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da Folha Online

Nesta quarta-feira, o Arquivo Nacional dos Estados Unidos vai liberar 11.046 páginas da agenda diária da democrata Hillary Clinton em seus dias como primeira-dama e presidente da biblioteca presidencial de Little Rock.

Os dados serão divulgados após meses de pressão e críticas-- principalmente da equipe de campanha do democrata Barack Obama de que Hillary estaria atrasando a liberação dos documentos para esconder informações importantes de sua vida política.

Os documentos a serem liberados incluem 2.888 dias e são arquivos de posse de Patti Solis Doyle, responsável pela agenda de compromissos da ex-primeira dama. Doyle serviu como diretora de campanha de Hillary, mas se demitiu em fevereiro, após uma série de derrotas nas primárias democratas.

Jim Bourg/Reuters
Democratic presidential candidate Senator Hillary Clinton (D-NY) looks straight ahead as a campaign aide behind her struggles with a falling sign before the start of a campaign speech on the war in Iraq at George Washington University in Washington, March 17, 2008. REUTERS/Jim Bourg (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
A democrata Hillary Clinton discursa sobre a retirada das tropas do Iraque, em Washington

O Arquivo Nacional diz que 4.746 páginas destes documentos têm partes rasuradas e apagadas, a maioria para proteger a privacidade de outras pessoas envolvidas, incluindo dados como o número no serviço social, número de telefone e endereço de casa.

Além disso, os compromissos agendados para 19 dias antes de seu marido e ex-presidente Bill Clinton assumir o cargo, em 20 de janeiro de 1993 estão vetados ao acesso público pelo ato de registros presidenciais.

O Arquivo afirmou também que faltam ainda os compromissos de 32 dias que não estão nos arquivos de Doyle. Destes, 27 dias já foram localizados e serão divulgados o mais rápido possível.

Processo judicial

A agenda diária de Hillary é o foco de um processo judicial iniciado por um grupo conservador intitulado Judicial Watch. O grupo processou o Arquivo Nacional na tentativa de apressar a liberação dos arquivos referentes à senadora, incluindo registros telefônicos e correspondências.

O Judicial Watch entrou com outro processo na corte federal para divulgar os documentos relacionados à equipe que cuidava de questões de saúde pública na Casa Branca e era presidida por Hillary.

O Arquivo Nacional pediu ao juiz para ignorar o processo sobre a equipe da Casa Branca ou adiar o prazo para a liberação dos documentos por pelo menos um ano. Eles também requeriram um prazo de um ou dois anos para liberar os registros telefônicos.

Caso seja nomeada candidata democrata, Hillary concorrerá à Presidência daqui a 8 meses e, caso seja eleita, assumirá o cargo em dez meses.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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