Mundo
19/03/2008 - 14h59

McCain ganha de Hillary e Obama, aponta pesquisa

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da Folha Online

Na pesquisa mais recente divulgada nesta quarta-feira, o democrata Barack Obama diminui em 14 pontos percentuais sua margem sobre a oponente Hillary Clinton, em relação ao mês passado. A pesquisa indicou também que, em disputas simuladas contra cada um dos democratas, o republicano John McCain vence.

A pesquisa realizada pela empresa Zogby indicou que, na disputa democrata, Obama tem 47% dos votos dos entrevistados contra 44% de Hillary. Em fevereiro, Obama tinha 14% a mais de votos, em pesquisa realizada pela mesma empresa.

Os resultados foram divulgados em um momento crítico da campanha de Obama, quando ele enfrenta a polêmica criada pelos comentários de seu ex-assessor espiritual Jeremiah Wright que, entre outras coisas, afirmou que os Estados Unidos são um país fundamentalmente racista.

Para John Zogby, presidente da empresa de pesquisa, as últimas semanas foram especialmente difíceis para Obama e sua queda nas porcentagens pode ser justificada por uma série de fatores como a vitória de Hillary em Ohio, a controvérsia sobre o legado racial dos EUA, os sermões do reverendo e o maior escrutínio ao qual Obama se submeteu.

Quem parece ter se beneficiado dos constantes ataques entre as campanhas democratas foi John McCain. Em uma disputa simulada contra o democrata Obama, ele conta com uma vantagem de 46% frente a 40%. O resultado é uma mudança drástica em relação ao mês anterior, quando era Obama quem contava com 47% dos votos contra 40% de McCain.

Já em uma disputa fictícia contra Hillary, McCain ganha com 48% contra 40% da oponente. Uma mudança pequena no cenário já que, no mês passado, McCain ganhava de Hillary com uma margem de 50% contra 38%.

Para John Zogby, presidente da empresa de pesquisas, a vitória de McCain nas pesquisas é resultado da "desordem e confusão" que parece imperar no Partido Democrata. Atualmente, Hillary e Obama aumentam a intensidade dos ataques pessoais e disputam voto a voto os eleitores da Pensilvânia, local da próxima primária democrata, em 22 de abril. McCain já garantiu sua nomeação republicana com mais de 1.191 votos e aproveita para intensificar sua campanha presidencial em viagem ao exterior.

A pesquisa indicou também que Obama perdeu parte do apoio entre os moderados e independentes. Neste grupo, McCain lidera com 46% dos eleitores contra 36% de Obama.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 14 de março, ouviu 1.004 eleitores de todo os EUA e tem uma margem de erro de 3,2% para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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