Homens armados matam 20 soldados em 24 horas no Iraque
da Folha Online
Homens armados mataram cerca de 20 soldados iraquianos, americanos e britânicos no Iraque nas últimas 24 horas, segundo informações oficiais divulgadas nesta quinta-feira. Os ataques ocorreram em Bagdá, na cidade de Mossul (norte) e em Basra (na região sul do país).
| Adil al-Khazali/AP |
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| Homem coloca bandeira do Iraque em Sadr City, bairro de maioria xiita de Bagdá |
Quatro soldados britânicos e um intérprete morreram na explosão de uma bomba colocada em uma estrada nos arredores de Basra, informou hoje um porta-voz do Exército britânico. A bomba destruiu o veículo blindado que levava os militares e o intérprete, que também enfrentaram o ataque de insurgentes.
"A unidade estava envolvida em uma operação em outro lugar. Quando voltavam para sua base, o veículo em que estavam foi atacado por armas de fogo e granadas", disse o porta-voz. Sob o ataque, o veículo foi atingido pela bomba e explodiu. A nacionalidade do intérprete, um civil, não foi divulgada.
Com as mortes divulgadas nesta quinta-feira, chega a seis o número de soldados britânicos mortos na última semana, uma das mais mortíferas para as forças do Reino Unido no Iraque desde o início do conflito, em 2003. Ao menos 140 soldados britânicos já morreram no país árabe.
Iraquianos
Também hoje, homens armados atacaram soldados iraquianos, matando dez e ferindo um em um posto de controle de segurança perto de Mossul, segundo um oficial do Exército do Iraque.
O oficial disse que ao menos 40 homens armados atacaram o posto durante a madrugada de hoje no noroeste de Mossul, ateando fogo a veículos e roubando armas.
Em um episódio separado, quatro soldados americanos morreram nesta quarta-feira em duas explosões de bombas em estradas nos arredores de Bagdá, segundo o Exército dos Estados Unidos.
Violência
A violência também continua atingido civis. Em bagdá, uma estação de TV por satélite gerenciada pelo principal partido político sunita do Iraque sofreu o ataque de um caminhão-bomba. Uma pessoa morreu e dez ficaram feridas.
Ontem, um grupo de homens fortemente armados seqüestrou 22 pastores xiitas que penetraram em um território sunita ao oeste de Bagdá, no mesmo dia em que seis trabalhadores de uma usina energética foram mortos a tiros no norte do país.
Os pastores seqüestrados são provenientes da cidade sagrada de Karbala, mas viajaram para uma região ao redor de Amariyah, 40 km ao oeste de Bagdá, na Província de Anbar, dominada pelos sunitas. Os seqüestradores também levaram o rebanho de carneiros e veículos do grupo.
Também ontem, seis sunitas foram mortos em uma emboscada na cidade de Kirkuk, no nordeste do país. Homens armados dirigindo dois carros atacaram o microônibus que levava os trabalhadores para a usina energética Mullah Abdullah na manhã desta quarta-feira, de acordo com informações do major general Anwar Mohammed Amin. Dois dos seis mortos eram engenheiros e todos eram provenientes da região, disse Amin.
No total, 34 pessoas foram mortas ou tiveram seus corpos encontrados nesta quarta-feira (4) no Iraque, que vive atualmente uma nova estratégia de guerra do governo dos EUA com o aumento das forças de segurança estrangeiras no país.
Operação americana
Os ataques desta semana refletem o recrudescimento da violência sectária fora de Bagdá após o início, há oito semanas, da nova estratégia americana, que concentrou a atuação dos novos soldados na capital iraquiana.
O Exército dos EUA expressou ontem seu desapontamento com o alto número de iraquianos sendo mortos apesar da queda no índice geral de mortes em Bagdá durante a operação. Segundo o porta-voz do Exército americano, general William Caldwell, a violência sectária caiu 26% entre fevereiro e março em Bagdá.
O governo iraquiano anunciou ontem que a estratégia está sendo levada para outros pontos do país. "Estes esforços estão se expandindo para além dos limites de Bagdá para promover paz e segurança com apoio em medidas políticas e econômicas", disse o porta-voz do governo iraquiano Ali al Dabbagh.
Ele acrescentou que as áreas ao redor da cidade de Mossul e na Província de Diyala (noroeste de Bagdá) farão parte da nova estratégia em breve.
Com agências internacionais
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