Mundo
20/03/2008 - 00h43

Ao menos 160 pessoas são presas em protestos nos EUA

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da Folha Online

Mais de 160 pessoas foram presas nos Estados Unidos nesta quarta-feira em protestos para marcar o quinto ano do início da invasão americana no Iraque. Eles são acusados de bloquear ruas e impedir o acesso a prédios oficiais.

Ao menos 32 pessoas foram presas em Washington --onde está situada a Casa Branca-- depois de tentar bloquear a entrada do Serviço de Receita Interna (IRS, em inglês) e outros 30 foram detidos do lado de fora de um escritório do Congresso, disse a polícia.

Os manifestantes planejavam fechar o prédio da Receita para destacar o custo da guerra. A polícia abriu as entradas cerca de uma hora depois.

Em São Francisco, um antigo centro anti-guerra, a polícia prendeu mais de cem pessoas que protestavam durante todo o dia em uma rua do centro comercial da cidade, disse um porta-voz da polícia.

O sargento Steve Maninna disse que 101 pessoas foram detidas sob a acusação de invasão de propriedade, resistência à prisão e obstrução do tráfego

No Shopping Nacional de Washington, cerca de cem manifestantes carregavam placas com mensagens como "a infinidade justifica a insignificância".

"Bush and Cheney, líderes falidos, Bush and Cheney fiquem na prisão", gritavam os participantes do protesto, se referindo ao presidente George W. Bush e seu vice, Dick Cheney.

Cerca de uma hora depois da marcha em frente ao prédio da Receita, dezenas de manifestantes exibiam mensagens de "parem de pagar para matar" e "quanto tempo ainda?".

A guerra custou aos EUA US$ 500 bilhões desde a invasão que derrubou Saddam Hussein, iniciada em março de 2003, e é uma importante questão da eleição presidencial em novembro. Dezenas de milhares de iraquianos foram mortos e milhões foram desabrigados, enquanto quase 4 mil soldados americanos morreram.

Em Nova York, 30 membros do grupo "Granny Peace Brigade" se reuniram na Times Square para pedir a retirada dos soldados.

"Estamos aqui para mostrar às pessoas que esta guerra é uma loucura. Nós nunca colocaríamos esta guerra como prioridade", disse Shirley Weiner, 80.

Com Reuters

 

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