Veja a repercussão da eleição nos EUA na imprensa internacional
Colaboração para a Folha Online
Os principais jornais norte-americanos deram grande destaque para os desafios da senadora e pré-candidata democrata Hillary Clinton no caminho para a nomeação democrata. Os principais assuntos abordados foram a divulgação dos documentos sobre os anos em que a senadora foi primeira-dama, as novas primárias em Michigan e na Flórida e os desafios de Hillary para alcançar Barack Obama, que tem cerca de 150 delegados de vantagem.
A imprensa internacional também destacou o discurso de Barack Obama sobre a Guerra do Iraque, no qual o senador declarou ser é o candidato mais indicado para a presidência, já que é o único que sempre foi contra a invasão do país.
Obama também afirmou que os eleitores norte-americanos não podem confiar que sua rival democrata consiga terminar o conflito e a culpou por ter votado a favor da invasão. O comitê de Hillary contra-atacou, desafiando Obama a aceitar novas primárias em Michigan e na Flórida.
Veja repercussão na imprensa internacional da corrida pela nomeação partidária nos EUA:
"The Washington Post (EUA)"
Hillary pressiona Obama em tentativa para novas primárias em Michigan e Flórida
| Reprodução |
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| Washington Post |
A Senadora Hillary Clinton alterou a sua agenda para fazer uma visita de última hora a Michigan, pedindo que o Partido Democrata do Estado faça uma nova primária ou aceite os resultados do pleito desqualificado. Ela desafiou Barack Obama a manter sua reivindicação de levar em conta o voto do povo americano.
O Legislativo de Michigan ainda não votou a medida que estabeleceria uma nova primária no Estado no início de Junho, para substituir a votação não reconhecida de Janeiro. Flórida e Michigan foram privados de assentos de delegados na Convenção Nacional do Partido após terem violado as regras dos Democratas ao fazer suas prévias antes da divulgação da agenda oficial.
O Comitê Democrata Nacional divulgou que aceitaria a proposta de novas primárias em Michigan, mas a medida está parada por que o comitê de Obama tem restrições em relação a ela. Uma das objeções é a legislação que impede um eleitor que votou no dia 15 de janeiro de votar novamente em Junho.
Hillary adotou um tom indignado e descreveu a controvérsia em ambos os Estados como questão de democracia. "O senador obama fala passionalmente em sua campanha sobre dar poder ao povo americano. Hoje, eu estou pedindo a ele que corresponda suas palavras com ações".
"The New York Times (EUA)"
Hillary enfrenta caminho mais difícil para a nomeação
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| NY Times |
A senadora Hillary Clinton precisa de três vitórias para passar o rival barack Obama na corrida pela nomeação democrata, na visão de seus conselheiros. Primeiramente, ela precisa vencer Obama na Pensilvânia no próximo mês para confirmar seus argumentos de que tem uma vantagem em eleições primárias de grandes Estados.
Hillary precisa liderar no total de votos populares antes que as primárias terminem, em junho. A senadora está procurando o reconhecimento popular que a faça obter o apoio de superdelegados na Convenção Nacional.
Os superdelegados são os líderes e oficiais democratas que podem votar livremente e não estão comprometidos com o resultado das primárias de cada Estado.
Mesmo com a visita de Hillary em Michigan na última quarta-feira (91), os democratas apontam que não pretendem realizar uma nova primária no Estado. Isso aparentemente esfriou as esperanças da senadora em realizar um novo pleito que ela sente que pode vencer.
O fracasso em Michigan é similar às tentativas da senadora em enfrentar novamente o rival Obama na Flórida onde, como em Michigan, ela venceu uma primária adiantada para Janeiro, que violou as regras do partido Democrata e não foi considerada.
Sem os votos de Flórida e Michigan, será mais difícil para Hillary conseguir a maioria no voto popular das eleições primárias democratas. A senadora está atrás de Obama com cerca de 150 delegados dos 2.025 necessários para assegurar a nomeação.
"USA Today (EUA)"
Obama: Confiem em mim para terminar a Guerra do Iraque
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| USA Today |
O senador Barack Obama sugeriu nesta quarta-feira que a senadora Hillary Clinton não é confiável para terminar a Guerra do Iraque, já que ela só começou a se opor ao conflito após o início da corrida pela presidência. Em um discurso próximo a base militar Fort Bragg, na Carolina do Norte, Obama disse a familiares de militares e oficiais locais que a guerra ressaltou a Al Qaeda, o Taleban, o Irã e a Coréia do Norte.
"Pergunte a você mesmo", disse Obama para a multidão, "Quem você confiaria para terminar uma guerra: alguém que se opôs a ela desde o início, ou alguém que começou a se opor quando iniciou a corrida pela presidência?"
Obama usou o quinto aniversário da invasão do Iraque para se declarar novamente como o único candidato verdadeiramente contrário à guerra. Ele reiterou sua crítica em relação a Hillary em razão do voto da senadora a favor da usa da força contra o Iraque.
O porta-voz do comitê de Hillary respondeu: "A verdade é que o senador Obama não tomou praticamente nenhuma ação para terminar a guerra antes de começar a corrida pela Casa Branca, enquanto a senadora Hillary tem sido uma crítica do conflito no Iraque por muitos anos".
Obama também provocou o provável candidato republicano John McCain por uma gafe em política externa cometida na última terça-feira, na qual McCain, durante uma visita ao Oriente Médio, disse várias vezes que o Irã está treinando a Al Qaeda em território iraquiano. O Irã é um país predominantemente xiita e ameaçou fechar suas fronteiras para os militantes sunitas da Al Qaeda.
"The Wall Street Journal (EUA)"
Documentos da primeira-dama Hillary Clinton abordam diplomacia
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| The Wall Street Journal |
A entrega da agenda diária de Hillary Clinton como primeira-dama corrobora uma reivindicação central de seu comitê para a campanha presidencial: o intenso contato com questões de política externa durante seus oito anos na Casa branca.
A campanha de Hillary aposta em provar que sua experiência a faz qualificada para ser presidente, mostrando envolvimento com políticas para questões-chave, como as políticas para a saúde.
A antecipação da entrega dos registros foi pedida pela organização Judicial Watch, um grupo conservador de interesse público, que fiscaliza a corrupção governamental.
O comitê de Hillary usou os documentos para mostrar que a senadora tem sido mais próxima da nomeação presidencial do que seu rival Barack Obama e desafiou o senador a entregar seus registros sobre o seu tempo que atua na política de Illinois.
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Especial







Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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