Mundo
20/03/2008 - 10h49

Quinto ano da Guerra do Iraque incentiva ataques entre pré-candidatos

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

Os pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos aproveitaram o quinto aniversário da Guerra do Iraque para atacar um ao outro. Ambos criticaram o provável candidato republicano John McCain, que apoiou sua campanha no sucesso do conflito.

Quando a corrida pela Presidência começou, o Iraque era visto como a principal questão entre os pré-candidatos, que acreditavam que o desenrolar do conflito seria decisivo para a escolha dos eleitores. Desde a invasão, em março de 2003, foram mortos dezenas de milhares de iraquianos e cerca de 4.000 militares norte-americanos, com um custo que já ultrapassa os 500 bilhões de dólares.

Mas a crise dos créditos imobiliários e o fantasma da recessão econômica colocaram a guerra em segundo plano entre os assuntos abordados pelos pré-candidatos. A invasão do Iraque só voltou à tona nesta semana, quando faria cinco anos que, em 20 de março de 2003, o presidente George W. Bush disse que a América estaria mais protegida e o mundo seria um lugar melhor se os Estados Unidos invadissem o Iraque e depusessem Saddam Hussein.

Em discurso, o senador e pré-candidato democrata Barack Obama afirmou que sua rival Hillary Clinton não é confiável para terminar a guerra. A senadora votou a favor da invasão em 2002, quando o assunto foi submetido ao plenário do Senado. O comitê de Hillary rebateu a crítica e declarou que o senador Obama praticamente não agiu para solucionar os conflitos desde que a corrida pela Casa Branca começou.

Obama reiterou seu plano de retirar as tropas norte-americanas do Iraque em 16 meses se for eleito presidente. O Senador também apontou a intenção de direcionar os militares para o Afeganistão e para o Paquistão, onde Osama Bin Laden e outros membros da Al Qaeda estão supostamente escondidos.

Na última segunda-feira (17), Hillary prometeu em discurso que, se for eleita, levará os soldados norte-americanos de volta para casa apenas 60 dias após a sua posse, que ocorreria em janeiro de 2009.

Apesar da troca de farpas entre os democratas, eles possuem planos parecidos para a Guerra do Iraque e usam os mesmos ataques contra o pré-candidato republicano, John McCain. O senador pelo Arizona é acusado de fazer do mundo um lugar mais perigoso por meio de seu apoio à guerra, que, para Obama, implica na diminuição dos esforços em encontrar Bin Laden no Afeganistão.

Durante visita à Londres nesta quinta-feira (20), McCain recusou comentar publicamente a intenção britânica de reduzir as tropas no sul do Iraque e declarou que a decisão é do governo e do povo britânico. Porém, em reunião com o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, ele afirmou que a saída das tropas americanas do Iraque seria um erro, porque permitiria a vitória dos terroristas. O republicano declarou que a questão agora é 'ou se retirar, dar uma vitória para a Al Qaeda e anunciar ao mundo que eles venceram, deixando que este país [o Iraque] afunde, ou saber se implementamos uma estratégia para triunfar'.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
avalie fechar
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
sem opinião
avalie fechar
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (66)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca