Quinto ano da Guerra do Iraque incentiva ataques entre pré-candidatos
Colaboração para a Folha Online
Os pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos aproveitaram o quinto aniversário da Guerra do Iraque para atacar um ao outro. Ambos criticaram o provável candidato republicano John McCain, que apoiou sua campanha no sucesso do conflito.
Quando a corrida pela Presidência começou, o Iraque era visto como a principal questão entre os pré-candidatos, que acreditavam que o desenrolar do conflito seria decisivo para a escolha dos eleitores. Desde a invasão, em março de 2003, foram mortos dezenas de milhares de iraquianos e cerca de 4.000 militares norte-americanos, com um custo que já ultrapassa os 500 bilhões de dólares.
Mas a crise dos créditos imobiliários e o fantasma da recessão econômica colocaram a guerra em segundo plano entre os assuntos abordados pelos pré-candidatos. A invasão do Iraque só voltou à tona nesta semana, quando faria cinco anos que, em 20 de março de 2003, o presidente George W. Bush disse que a América estaria mais protegida e o mundo seria um lugar melhor se os Estados Unidos invadissem o Iraque e depusessem Saddam Hussein.
Em discurso, o senador e pré-candidato democrata Barack Obama afirmou que sua rival Hillary Clinton não é confiável para terminar a guerra. A senadora votou a favor da invasão em 2002, quando o assunto foi submetido ao plenário do Senado. O comitê de Hillary rebateu a crítica e declarou que o senador Obama praticamente não agiu para solucionar os conflitos desde que a corrida pela Casa Branca começou.
Obama reiterou seu plano de retirar as tropas norte-americanas do Iraque em 16 meses se for eleito presidente. O Senador também apontou a intenção de direcionar os militares para o Afeganistão e para o Paquistão, onde Osama Bin Laden e outros membros da Al Qaeda estão supostamente escondidos.
Na última segunda-feira (17), Hillary prometeu em discurso que, se for eleita, levará os soldados norte-americanos de volta para casa apenas 60 dias após a sua posse, que ocorreria em janeiro de 2009.
Apesar da troca de farpas entre os democratas, eles possuem planos parecidos para a Guerra do Iraque e usam os mesmos ataques contra o pré-candidato republicano, John McCain. O senador pelo Arizona é acusado de fazer do mundo um lugar mais perigoso por meio de seu apoio à guerra, que, para Obama, implica na diminuição dos esforços em encontrar Bin Laden no Afeganistão.
Durante visita à Londres nesta quinta-feira (20), McCain recusou comentar publicamente a intenção britânica de reduzir as tropas no sul do Iraque e declarou que a decisão é do governo e do povo britânico. Porém, em reunião com o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, ele afirmou que a saída das tropas americanas do Iraque seria um erro, porque permitiria a vitória dos terroristas. O republicano declarou que a questão agora é 'ou se retirar, dar uma vitória para a Al Qaeda e anunciar ao mundo que eles venceram, deixando que este país [o Iraque] afunde, ou saber se implementamos uma estratégia para triunfar'.
Com Associated Press
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Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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