Mundo
20/03/2008 - 13h12

Na Quinta Feira Santa, papa fala sobre tentações da humanidade

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da Efe, na Cidade do Vaticano

O papa Bento 16 iniciou nesta quinta-feira (20) os ritos da Semana Santa com a tradicional Missa do Crisma --na qual são abençoados os óleos santos-- e em sua mensagem lamentou a tentação de a humanidade querer uma liberdade sem limites.

"A tentação da humanidade é sempre a de querer ser autônoma, de seguir apenas sua própria vontade e de pensar que só assim seremos livres, que só graças a uma liberdade sem limites o homem será completamente homem", afirmou o líder da Igreja Católica.

O pontífice afirmou que "a verdade é que temos que compartilhar nossa liberdade com os demais e que apenas em comunhão com eles se pode ser livre" e acrescentou que "esta liberdade compartilhada só pode ser liberdade caso se inscreva na vontade de Deus".

A Missa do Crisma é realizada na Quinta-Feira Santa, dia em que a Igreja Católica celebra a instituição do sacramento da ordem sacerdotal por Jesus Cristo durante a Última Ceia.

Por isto, a celebração realizada na basílica de São Pedro serve para que os sacerdotes renovarem os votos sacerdotais (pobreza, castidade e obediência).

Sobre os sacerdotes, o papa afirmou que eles têm de "vigiar", ficar de "guarda diante do poder do mal", "manter o mundo despertado para Deus" e "se manter de pé diante das correntes dos tempos".

Além disso, Bento 16 pediu aos sacerdotes a "adequada celebração da Liturgia e dos Sacramentos" e que na "arte de celebrar uma missa não haja nada de adulterado".

"Temos de aprender a compreender sempre mais da sagrada Liturgia em toda sua essência e desenvolver uma viva familiaridade com ela, para que se transforme em alma de nossa vida cotidiana", aconselhou o papa.

Durante a missa de hoje, Bento 16 abençoou os óleos santos que lhe foram apresentados em três grandes jarras de prata e que serão usadas durante sacramentos como o batismo, a unção dos doentes e a ordenação sacerdotal.

Bento 16 seguirá nesta tarde para a Basílica de São João de Latrão para celebrar a missa que relembra a Última Ceia de Jesus e na qual tradicionalmente o papa lava os pés de doze presbíteros.

 

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