Mundo
21/03/2008 - 17h38

Confira os gastos recordes da campanha eleitoral nos EUA

Publicidade

da Folha Online

A campanha do democrata Barack Obama gastou, em média, US$ 1,5 milhão por dia em fevereiro, dinheiro utilizado na escalada de vitórias que o colocou a frente da senadora Hillary Clinton.

Os gastos recordes foram alimentados por uma campanha extraordinariamente bem sucedida de arrecadação de verbas. Obama juntou US$ 55,4 milhões somente em fevereiro ainda tinha cerca de US$ 30 milhões em caixa para as primárias de março, segundo apontou o relatório da comissão federal de eleição dos Estados Unidos.

Um relatório resumido enviado pela campanha de Obama reportou que ele gastou US$ 42,7 milhões em fevereiro. Deste total, US$ 7 milhões podem ser usados apenas na eleição presidencial de novembro, caso ele seja escolhido na nomeação democrata.

Já Hillary afirmou que arrecadou US$ 35 milhões no mês, cota ultrapassada apenas por Obama. Os relatórios dos democratas, enviados eletronicamente, ainda não contam no site da comissão.

Valores republicanos

O valor utilizado por Obama somente neste mês, equivale a toda a verba utilizada pelo republicano John McCain em um ano de disputas em primárias. McCain gastou até este momento, US$ 58,4 milhões, ultrapassando o limite de US$ 50 milhões que ele teria caso tivesse optado pelo sistema de financiamento público oferecido pela comissão eleitoral.

A comissão quer garantias que McCain não utilizou a possibilidade de usar o financiamento público como forma de garantir empréstimos bancários. Os advogados do candidato afirmam que ele não usou a verba como garantia.

Assessores do candidato reportaram, nesta quinta-feira, que sua campanha recentemente pagou um empréstimo de US$ 4 milhões que havia se tornado foco de problemas entre McCain e a comissão. Antes de pagar o empréstimo, McCain tinha US$ 8 milhões em caixa.

Nesta quinta-feira, a equipe de McCain afirmou ainda que vai reembolsar o governo federal em US$ 3 mil por gastos em viagens políticas realizados durante sua atual viagem ao Oriente Médio e à Europa.

Sob os termos estipulados pela comissão eleitoral e o comitê de ética do Senado, McCain deverá reembolsar o governo pela estadia de uma noite em um hotel de Londres e uma passagem de primeira-classe de Washington a Londres onde ele compareceu a um almoço de arrecadação-- os ingressos para o evento custavam US$ 1 mil. McCain já concordou em pagar mais US$ 2.000 pelo vôo de volta para casa.

McCain está viajando com os seus aliados, os senadores Joe Lieberman e Lindsey Graham. O grupo já esteve no Iraque, Jordânia e Israel. a campanha defendeu que a viagem financiada por impostos pagos pelos norte-americanos foi crucial para os membros do comitê de Forças Armadas do Senado.

Já o cônsul do comitê democrata nacional, Joe Sandler afirmou que McCain deveria cobrir a maior parte de sua viagem com os fundos de campanha.

Ron Paul

Mesmo já tendo perdido a disputa republicana-- McCain já obteve mais que 1.191 delegados, número que garante sua nomeação-- o pré-candidato Ron Paul continuou a arrecadar verba em fevereiro. Paul reportou doações de US$ 1,7 milhões em fevereiro e mais US$ 5,6 milhões em caixa.

No começo do mês, Paul publicou um vídeo em seu site de campanha demonstrando que sairia da disputa. Mas indicou que vai manter seus membros de campanha na arrecadação de fundos que já gerou milhões de dólares.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca