Cafetina deixa EUA e, segundo amigo, planeja escrever livro
DANIEL BERGAMASCO
da Folha de S. Paulo
Depois de ter sua viagem de deportação marcada e desmarcada algumas vezes, a cafetina e prostituta Andréia Schwartz, 33, embarcou na noite desta sexta-feira (21) de Nova York com destino a São Paulo.
Apontada como testemunha da investigação do escândalo de prostituição que provocou a renúncia do então governador do Estado de Nova York Eliot Spitzer, ela viajou no vôo 951 da companhia America Airlines.
"Ela está cansada e chateada", disse à Folha Joseph (sobrenome não-identificado), que trabalha com Schwartz, com quem falou pelo celular antes que ela embarcasse.
"A imprensa toda está em cima. Mas ela não dará entrevista. Se falar agora, não sobra nada para ela negociar", diz ele, que afirma que ela planeja escrever um livro com toda sua história. "Ela é uma heroína no Brasil."
Schwartz entrou no avião diretamente pela pista, acompanhada de um representante do Consulado do Brasil em Nova York.
Presa há um ano e meio por porte de drogas e outros crimes, ela cumpriu pena nos EUA e estava com sua viagem de deportação marcada para a sexta passada (14), mas foi retida pelo Departamento de Imigração. Seu advogado, Jeffrey Lichtman, nega que Schwartz tenha testemunhado no caso que derrubou Spitzer.
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