Correa anuncia luta diplomática se morto em ataque contra as Farc for equatoriano
da France Press, em Quito
O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou neste sábado (22) que empreenderá uma contundente luta diplomática contra Bogotá se for confirmado que um dos mortos no ataque militar da Colômbia contra a guerrilha das Farc for o equatoriano Franklin Aisalia.
"Seus pais têm sérias desconfianças de que Aisalia é um dos corpos que as tropas levaram para Bogotá", afirmou Correa, referindo-se aos cerca de vinte mortos no bombardeio ao acampamento do grupo rebelde, no qual também morreu o número dois das Farc, Raúl Reyes, e quatro mexicanos.
Correa acrescentou em seu programa semanal de rádio que, se a hipótese for confirmada, a situação ficará mais grave ainda. "Vai se tratar de um equatoriano morto em território do Equador por tropas estrangeiras. Daí que vamos começar uma luta diplomática de peso porque não deixaremos esse assassinato na impunidade", afirmou Correa.
No entanto, o presidente disse que é preciso esperar que os fatos sejam confirmados ou negados definitivamente.
Um enviado da promotoria equatoriana e os pais de Aisalia devem viajar na segunda-feira a Bogotá para reconhecer o corpo, que foi levado pelos militares colombianos junto com o de Reyes.
A Colômbia alegou que o corpo pertence a Julián Conrado, compositor de temas da luta guerrilheira e considerado um ideólogo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Os pais de Aisalia afirmaram reconhecer seu filho, que desapareceu antes de 1° de março, por meio de de fotos publicadas pela imprensa após o bombardeio da base das Farc na selva amazônica equatoriana.
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