Enquanto os democratas tiram "férias", eleitores da Pensilvânia estão ansiosos por votar
Colaboração para a Folha Online
Os moradores da Pensilvânia estão se registrando antecipadamente em números recordes para votar nas primárias do Estado em 22 de Abril.
Os registros dos democratas aumentaram em mais de 10 mil desde as eleições passadas, e, no total, é provável que ultrapasse 4 milhões até segunda-feira. Já os republicanos perderam por volta de 14 mil eleitores no mesmo período.
Mais de 58 mil eleitores registrados mudaram sua filiação partidária tornando-se novos democratas, e apenas 10 mil fizeram o contrário, registrando-se como republicanos. Os eleitores precisam estar registrados em um partido para votar nas primárias do Estado.
Enquanto isso, os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama não participaram de compromissos políticos durante este domingo de Páscoa.
Os dois senadores descansam com vistas ao longo caminho que têm pela frente, já que a corrida pela nomeação deve seguir ao menos até junho, quando as últimas primárias acontecem. A convenção do partido é em agosto, e as eleições para a Presidência acontecem em 4 de novembro.
Estratégia para a Pensilvânia
Nas prévias da Pensilvânia, o Senador Barack Obama precisa assegurar que os independentes, que viraram as costas para ele em outros Estados, se registrem como democratas.
Entre os voluntários que têm ajudado ele com os registros está Caroline Kennedy, filha os ex-presidente americano John F. Kennedy.
| AP |
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| Os pré-candidatos Hillary, Obama e McCain; pesquisas mostam uma corrida equilibrada e com reviravoltas, com o republicano liderando |
Frequentemente os discursos inspirados do senador por Illinois --como o recente sobre a questão racial nos EUA --, geram comparações de seu estilo com o dos irmãos Robert e John F. Kennedy, ambos assassinados em meio a processos eleitorais (John após ser eleito presidente) para a Casa Branca na década de 60.
Hillary
Hillary Clinton está a frente nas pesquisas sobre as prévias da Pensilvânia, mas precisa de uma vitória por ampla margem de votos para alavancar sua contagem no voto popular e persuadir os superdelegados de sua viabilidade para ser a indicada do Partido Democrata ao pleito nacional.
Nos últimos dias Hillary passou Obama em pesquisas nacionais, pela primeira vez em meses. Isso deu um novo fôlego para a senadora por Nova Iorque.
No sábado, sua campanha afirmou que os democratas não estavam prontos para o fim da disputa entre Obama e Hillary, para tentar afastar os rumores de que ela estava enfrentando pressões para desistir.
O governador do Novo México, Bill Richardson, que foi secretário do governo de Bill Clinton, chegou perto de pedir para a ex-primeira-dama deixar a corrida, quando anunciou seu apoio a Obama na Sexta-feira.
McCain
Enquanto isso, o provável candidato pelo partido republicano, John McCain, retorna de sua aparentemente bem sucedida viagem pelo Oriente Médio e Europa.
O senador pelo Arizona visitou o Iraque, e declarou que uma saída precipitada das tropas americanas levariam a um aumento da influência da Al Qaeda na região.
Embora o discurso de ligar o Iraque à rede terrorista liderada por Osama Bin Laden seja antigo e defendido exaustivamente pelo impopular presidente George W. Bush, a estratégia do republicano está lhe rendendo frutos.
McCain ultrapassou os pré-candidatos democratas nas pesquisas eleitorais mais recentes.
Além de opinar sobre a Guerra do Iraque, McCain visitou países Europeus e tocou em assuntos que afetam a comunidade internacional, desta vez divergindo da posição do governo Bush.
O senador pelo Arizona abordou a necessidade de tomar providências para reduzir o aquecimento global em encontros com dirigentes europeus, uma questão bem-vinda em grande parte da Europa.
Em um artigo opinativo publicado no 'Le Monde' e no 'Financial Times', McCain pediu por um tratado que suceda o protocolo de Kyoto, ao qual Bush se opôs em seu governo.
O senador republicano também escreveu sobre a tortura e reiterou seu pedido de fechamento do centro de detenção norte-americano de Guantánamo, em Cuba, afirmando que os Estados Unidos devem buscar um consenso internacional sobre o que fazer com os presos, questão que tem suscitado protestos em todo o mundo.
Com Reuters, France Presse e The New York Times
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Especial




Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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