Para equipe de Obama, as polêmicas apenas mostram que ele é "presidenciável"
Colaboração para a Folha Online
O democrata Barack Obama referiu-se às últimas semanas como "difíceis e turbulentas".
Primeiro, seu assessor de política internacional demitiu-se após chamar a democrata Hillary Clinton de "monstro". Depois, o senador teve que distanciar-se dos comentários controversos de Jeremiah Wright, pastor que celebrou seu casamento e o batizado de seus filhos.
Agora, um de seus assessores para assuntos de inteligência pode estar envolvido com o escândalo dos passaportes já que é o presidente da Analisys Corporation, empresa na qual trabalha o funcionário que violou os dados dos passaportes de todos os pré-candidatos.
| 17.mar.08David Maxwell/Efe |
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| Barack Obama faz discurso em encontro com grupo de universitários da Pensilvânia |
Na pesquisa mais recente divulgada pelo Instituto Franklin e pelo Marshall College de Pittsburgh, na Pensilvânia, Hillary tem 16 pontos percentuais de vantagem sobre Obama para as primárias democratas da Pensilvânia, previstas para o dia 22 de abril. A senadora conta com 51% das intenções de voto, contra 35% de Obama.
"Não há dúvida que nós tivemos algumas semanas turbulentas no passado", confessou Obama em uma entrevista coletiva, na sexta-feira (21). "Não será um caminho suave. Há vezes em que a campanha está bem, há vezes em que a campanha não vai bem", completou.
Boas notícias
Obama virou o jogo da polêmica racial criada por Wright com seus comentários de que os Estados Unidos são um país "fundamentalmente racista". Em um discurso em parte pessoal, em parte histórico e sempre muito emotivo, Obama viveu um dos momentos de maior glória de sua candidatura ao afirmar que o país precisa superar algumas feridas raciais porque somente unidos superarão seus problemas.
Contudo, os discursos de Wright continuam sucessos de acesso na internet e ocupam as editorias de eleições dos jornais internacionais.
Flórida e Michigan, Estados que votaram por Hillary nas primárias, mas perderam seus votos por adiantar a data da votação, não conseguirão realizar novas primárias e Hillary terá que contentar-se, por enquanto, em perder os votos.
Os relatórios financeiros do comitê federal de eleições mostram recordes de arrecadação de verba para o senador que, somente em fevereiro, juntou US$ 55,4 milhões [R$ 95,9 milhões] e, desde que começou sua campanha pela Presidência, há mais de um ano, acumulou US$ 197,3 milhões [R$ 341,7 milhões].
Na lista de eleitores, Obama é também quem acumula mais nomes de importância política e de apelo com o eleitorado. Na sexta-feira (21), o governador do Estado do Novo México, Bill Richardson, anunciou seu apoio à candidatura de Obama à Casa Branca.
O apoio de Richardson--o único governador hispânico dos Estados Unidos e ele próprio um ex-pré-candidato democrata à Presidência-- também era buscado pela adversária Hillary.
Richardson foi membro do governo do marido da senadora, o ex-presidente Bill Clinton e é uma figura influente na comunidade hispânica dos Estados Unidos --que tradicionalmente apóia Hillary.
Já neste domingo, o ator hollywoodiano George Clooney reiterou seu apoio a Obama e aumentou a lista de atores de fama internacional que apóiam o senador, como Ben Affleck e Robert De Niro.
Mais importante, enquanto Obama descansa da corrida eleitoral no domingo de Páscoa, ele mantém uma liderança no número de delegados que praticamente garante a sua vitória no ciclo de primárias. Segundo a rede de televisão CNN, Obama tem 1.622 delegados contra 1.485 de Hillary, uma crucial diferença de 137 votos.
Embora seja quase impossível para Hillary alcançar Obama na contagem de delegados, o senador por Illinóis também não tem muitas chances de garantir a nomeação somente através das primárias- o que aconteceria caso atingisse 2.025 delegados. Isso deixa ambos os candidatos tentando atrair os superdelegados, os membros do partido e políticos eleitos que podem votar em quem quiserem na convenção nacional do partido, em Denver, em 25 de agosto.
A equipe de Hillary afirma que as recentes polêmicas de Obama provam que ela é uma melhor candidata para enfrentar o republicano John McCain na eleição de 4 de novembro.
Já a equipe de Obama afirma outra história. A semana ruim de Obama prova, segundo afirmam seus assessores, que ele é confiante, frio sobre grande pressão e até mesmo presidencial. "Nós tivemos algumas semanas ruins e eu assumo que quando for presidente haverá períodos nos quais nós seremos testados da mesma forma", afirmou Obama, em mais um exemplo de sua já conhecida retórica.
Com Reuters e Associated Press
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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