Mundo
23/03/2008 - 22h26

Para equipe de Obama, as polêmicas apenas mostram que ele é "presidenciável"

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Colaboração para a Folha Online

O democrata Barack Obama referiu-se às últimas semanas como "difíceis e turbulentas".

Primeiro, seu assessor de política internacional demitiu-se após chamar a democrata Hillary Clinton de "monstro". Depois, o senador teve que distanciar-se dos comentários controversos de Jeremiah Wright, pastor que celebrou seu casamento e o batizado de seus filhos.

Agora, um de seus assessores para assuntos de inteligência pode estar envolvido com o escândalo dos passaportes já que é o presidente da Analisys Corporation, empresa na qual trabalha o funcionário que violou os dados dos passaportes de todos os pré-candidatos.

17.mar.08David Maxwell/Efe
DMX04 MONACA (ESTADOS UNIDOS) 17/3/2008.- El senador por Illinois y candidato demócrata a la presidencia de Estados Unidos, Barack Obama, habla durante un encuentro con la comunidad universitaria del condado de Beaver celebrado en el ayuntamiento de Monaca, Pennsylvaia, Estados Unidos, hoy, 17 de marzo de 2008. EFE/DAVID MAXWELL
Barack Obama faz discurso em encontro com grupo de universitários da Pensilvânia

Na pesquisa mais recente divulgada pelo Instituto Franklin e pelo Marshall College de Pittsburgh, na Pensilvânia, Hillary tem 16 pontos percentuais de vantagem sobre Obama para as primárias democratas da Pensilvânia, previstas para o dia 22 de abril. A senadora conta com 51% das intenções de voto, contra 35% de Obama.

"Não há dúvida que nós tivemos algumas semanas turbulentas no passado", confessou Obama em uma entrevista coletiva, na sexta-feira (21). "Não será um caminho suave. Há vezes em que a campanha está bem, há vezes em que a campanha não vai bem", completou.

Boas notícias

Obama virou o jogo da polêmica racial criada por Wright com seus comentários de que os Estados Unidos são um país "fundamentalmente racista". Em um discurso em parte pessoal, em parte histórico e sempre muito emotivo, Obama viveu um dos momentos de maior glória de sua candidatura ao afirmar que o país precisa superar algumas feridas raciais porque somente unidos superarão seus problemas.

Contudo, os discursos de Wright continuam sucessos de acesso na internet e ocupam as editorias de eleições dos jornais internacionais.

Flórida e Michigan, Estados que votaram por Hillary nas primárias, mas perderam seus votos por adiantar a data da votação, não conseguirão realizar novas primárias e Hillary terá que contentar-se, por enquanto, em perder os votos.

Os relatórios financeiros do comitê federal de eleições mostram recordes de arrecadação de verba para o senador que, somente em fevereiro, juntou US$ 55,4 milhões [R$ 95,9 milhões] e, desde que começou sua campanha pela Presidência, há mais de um ano, acumulou US$ 197,3 milhões [R$ 341,7 milhões].

Na lista de eleitores, Obama é também quem acumula mais nomes de importância política e de apelo com o eleitorado. Na sexta-feira (21), o governador do Estado do Novo México, Bill Richardson, anunciou seu apoio à candidatura de Obama à Casa Branca.

O apoio de Richardson--o único governador hispânico dos Estados Unidos e ele próprio um ex-pré-candidato democrata à Presidência-- também era buscado pela adversária Hillary.

Richardson foi membro do governo do marido da senadora, o ex-presidente Bill Clinton e é uma figura influente na comunidade hispânica dos Estados Unidos --que tradicionalmente apóia Hillary.

Já neste domingo, o ator hollywoodiano George Clooney reiterou seu apoio a Obama e aumentou a lista de atores de fama internacional que apóiam o senador, como Ben Affleck e Robert De Niro.

Mais importante, enquanto Obama descansa da corrida eleitoral no domingo de Páscoa, ele mantém uma liderança no número de delegados que praticamente garante a sua vitória no ciclo de primárias. Segundo a rede de televisão CNN, Obama tem 1.622 delegados contra 1.485 de Hillary, uma crucial diferença de 137 votos.

Embora seja quase impossível para Hillary alcançar Obama na contagem de delegados, o senador por Illinóis também não tem muitas chances de garantir a nomeação somente através das primárias- o que aconteceria caso atingisse 2.025 delegados. Isso deixa ambos os candidatos tentando atrair os superdelegados, os membros do partido e políticos eleitos que podem votar em quem quiserem na convenção nacional do partido, em Denver, em 25 de agosto.

A equipe de Hillary afirma que as recentes polêmicas de Obama provam que ela é uma melhor candidata para enfrentar o republicano John McCain na eleição de 4 de novembro.

Já a equipe de Obama afirma outra história. A semana ruim de Obama prova, segundo afirmam seus assessores, que ele é confiante, frio sobre grande pressão e até mesmo presidencial. "Nós tivemos algumas semanas ruins e eu assumo que quando for presidente haverá períodos nos quais nós seremos testados da mesma forma", afirmou Obama, em mais um exemplo de sua já conhecida retórica.

Com Reuters e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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