Mundo
24/03/2008 - 17h10

"Democratas devem parar com os ataques violentos", diz Bill Richardson

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Colaboração para a Folha Online

O governador do Novo México, Bill Richardson e novo suporte do democrata Barack Obama afirmou que os democratas devem parar com os ataques violentos para que o partido possa se unir antes da convenção nacional, em agosto, que definirá o candidato nomeado.

Em entrevista a um programa da rede de televisão norte-americana CNN, Richardson-- único governador hispânico cujo apoio deve garantir maior apelo de Obama entre o eleitorado hispânico-- revelou que sua maior preocupação é o aumento do número e da intensidade dos ataques pessoais entre as equipes democratas. "John McCain está indo para a Califórnia, um reduto democrata, para angariar votos e arrecadar verbas. Ele não está sendo atacado e nós estamos lutando um contra o outro, isso tem que parar", alerta.

Charlie Neibergall/AP
*** FILE *** Democratic presidential hopeful, New Mexico Gov. Bill Richardson, right, speaks during the Brown & Black Forum as fellow hopeful, Sen. Barack Obama, D-Ill., looks on, Saturday, Dec. 1, 2007, in Des Moines, Iowa. New Mexico Gov. Bill Richardson, the nation's only Hispanic governor, is endorsing Sen. Barack Obama for president, calling him a "once-in-a- lifetime leader" who can unite the nation and restore America's international leadership. Richardson, who dropped out of the Democratic race in January, is to appear with Obama on Friday March 21, 2008 at a campaign event in Portland, Ore., The Associated Press has learned. (AP Photo/Charlie Neibergall, FILE)
O governador do Novo México, Richardson reitera seu apoio ao democrata Barack Obama

Ele afirmou ainda que sua preocupação neste momento é o divisionismo criado entre os democratas, situação que irá "machucar o partido".

Para Richardson, o endosso de um político a outro nunca significou nada, mas, em um momento em que a campanha torna-se repleta de ataques "vingativos e amargos", seu apoio a Obama pode significar algo: "nós temos que voltar a falar sobre economia, sobre o conflito [no Iraque] que matou 4.000 soldados e sobre as pessoas não terem atendimento de saúde. Eu senti que podia fazer algo para mudar esta situação".

Mudança de opinião

Richardson foi secretário de energia durante o mandato de Bill Clinton, cargo que o colocou no cenário da política nacional e ajudou a ganhar o eleitorado nas eleições para governador de Novo México, em 2002. Nesta sexta-feira (21), ele endossou seu apoio a Obama.

"Isso foi uma decisão agonizante e difícil por causa de meus laços com a família Clinton, mas a realidade é que devemos deixar isso de lado para fazer o melhor pela nação", justificou.

Por sua relação com a família Clinton, Richardson avisou a Hillary Clinton sobre sua decisão antes de torná-la pública. Na quinta-feira (20) à noite, ele ligou para a senadora. "Ela foi muito graciosa, disse que estava desapontada e perguntou meus motivos", relatou o governador.

A resposta foi que Obama tem "o julgamento, patriotismo e temperamento" para ser o próximo presidente dos Estados Unidos. Além disso, afirmou Richardson, ele mostrou com seu discurso sobre a questão racial que tem o que é preciso para unir as pessoas. "Ele tem algo especial, algo que me fez escolhê-lo", afirmou.

Richardson é um dos 800 superdelegados do país e por isso pode escolher o candidato que quiser, independentemente do voto popular. Contudo, há cerca de um mês, ele afirmou que os superdelegados deveriam apoiar a decisão do povo, que, no Novo México, foi para Hillary Clinton. "Não dá para ser tão técnico quando se trata deste assunto", rebateu Richardson, de maneira genérica, após ser questionado sobre a mudança de opinião. "Você tem que colocar isso de lado e fazer o melhor para seu país", justificou.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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