Hillary pede ajuda para as famílias atingidas pela crise econômica
da Folha Online
Hillary Clinton apresentou nesta segunda-feira suas "soluções para a economia" e lançou um apelo para ajudar não apenas os bancos, mas também as famílias abaladas pela crise dos créditos imobiliários.
"Na semana passada, assistimos a intervenções sem precedentes para preservar a confiança em nosso mercado de crédito e evitar uma crise para os bancos de Wall Street. Chegou a hora de sermos tão eficientes para ajudar as famílias a manterem suas casas", declarou a ex-primeira-dama em discurso na Pensilvânia, a próxima etapa da corrida para a indicação democrata à eleição presidencial de novembro.
Este discurso permitiu que Hillary insistisse em várias de suas principais propostas para evitar um prolongamento da crise, como a caça às instituições financeiras "sem escrúpulos", uma moratória de 90 dias para qualquer despejo e um congelamento de cinco anos das taxas de juros para os créditos de risco.
| Charles Dharapak/AP |
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| Hillary Clinton autografa camiseta para eleitor nas costas de seu assessor, Greg Hale |
"Estamos enfrentando uma questão urgente: como evitar que as turbulências econômicas atuais degenerem numa recessão longa e dolorosa", ressaltou Hillary, apresentando-se como a candidata mais capacitada para dirigir a economia.
"Precisamos de um presidente que possa restaurar a confiança, que esteja pronto para encarar problemas econômicos complexos com soluções globais, que intervenha logo no início dos problemas trabalhando com especialistas", afirmou.
A ex-primeira-dama fez um apelo ao presidente, George W. Bush, para que designe o quanto antes um grupo de trabalho dirigido pelo ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan, seu precedessor Paul Volcker e Robert Rubin, ex-secretário do Tesouro de seu marido, Bill Clinton.
Este grupo de trabalho teria três semanas para propor soluções permitindo que as famílias que não têm condições de pagar suas dívidas possam permanecer em suas casas.
Rubin apóia abertamente Hillary na corrida à Casa Branca. Já Volcker é considerado partidário de Barack Obama, o adversário da ex-primeira-dama para a indicação do Partido Democrata.
Greenspan, implicitamente apresentado por Hillary como um partidário do republicano John McCain, foi criticado por alguns economistas nestas últimas semanas por ter criado as condições da crise imobiliária. Ele entregou o comando do Fed a Ben Bernanke há dois anos.
Grupo de especialistas
Hillary pediu hoje que a Casa Branca crie um painel de especialistas liderado por personalidades como o ex-titular do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Alan Greenspan, para enfrentar a crise imobiliária.
A senadora democrata sugeriu que, além de Greenspan, o grupo seja liderado por personalidades como o ex-secretário do Tesouro Robert Rubin e o também ex-presidente do Fed Paul Volcker.
A ex-primeira-dama destacou que o painel deveria estabelecer, no prazo de três semanas, formas para lidar com a onda de execuções hipotecárias.
Esse grupo de trabalho bipartidário recomendaria legislação e outras medidas para ajudar a "recuperar a confiança na economia", disse a senadora por Nova York em seu discurso intitulado "Soluções para a Economia".
"Na última semana, vimos uma ação sem precedentes para manter a confiança em nossos mercados de crédito e resolver uma crise nos bancos de Wall Street", indicou a ex-primeira-dama. "Chegou o momento de uma ação igualmente enérgica para ajudar as famílias a evitar as execuções hipotecárias e impedir que as comunidades deste país entrem em recessão", acrescentou.
Leilão
A pré-candidata presidencial democrata disse que apóia a legislação que defende a criação de um sistema de leilões respaldado em nível federal para as milhares de hipotecas em moratória.
Hillary explicou que, segundo esse plano proposto pelos democratas, as pessoas que contraem empréstimos poderiam vender hipotecas em grupos a bancos e outros compradores que as reestruturariam para torná-las mais acessíveis para as famílias.
A senadora por Nova York indicou ainda que a Agência Federal da Habitação deveria assumir também um maior protagonismo para enfrentar a atual crise.
"Se o Fed dispõe de US$ 30 bilhões para ajudar o Bear Stearns a fazer frente à sua crise financeira, o governo federal deveria oferecer pelo menos o mesmo nível de ajuda de emergência às famílias e comunidades para que enfrentem a sua", disparou.
Com Efe e France Presse
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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