Mundo
25/03/2008 - 08h54

Hillary Clinton diz que exagerou sobre risco vivido na Bósnia

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da Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton se "expressou equivocadamente" quando afirmou que chegou à Bósnia em 1996 sob disparos de francos-atiradores, admitiu nesta terça-feira um de seus colaboradores.

Ao responder à imprensa sobre uma investigação que mostrou que Hillary não correu qualquer risco ao chegar a Tuzla, na Bósnia, quando era primeira-dama, o porta-voz da senadora destacou que ela visitou "uma potencial zona de combate". Na época, os sérvios, os croatas e os bósnios disputavam territórios na região no que se tornou uma guerra civil de grandes proporções.

"Agora, é possível que quando falou a este respeito tenha se expressado equivocadamente sobre sua saída do avião", disse o porta-voz Howard Wolfson.

Durante um discurso sobre o Iraque na semana passada, Hillary disse que se lembrava de aterrissar sob um tiroteio, em março de 1996: "Deveria haver uma cerimônia de recepção no aeroporto, mas, ao invés disso, nós apenas corremos com nossas cabeças baixas até os carros e fomos para a nossa base".

De acordo com matéria publicada na época pela agência de notícias Associated Press, Hillary não vivenciou situações de grande risco. O comediante Sinbad, que foi na viagem junto com Hillary contou ao jornal norte-americano "The Washington Post" que não se lembrava de tiros ou qualquer ameaça.

Imagens da viagem de Hillary à Bósnia, em março de 1996, ao lado da filha Chelsea, da cantora Sheryl Crow e do comediante Sinbad, contradizem as declarações da senadora, que afirmou ter corrido pela pista em meio a disparos. Nas imagens, a senadora aparece saindo tranqüilamente do avião ao lado da filha e conversando com soldados. Ela participou inclusive de uma cerimônia de recepção.

Ataques democratas

Segundo o porta-voz do democrata Barack Obama, Tommy Vietor, sua versão da chegada à Bósnia "une-se a lista de instâncias nas quais a senadora Clinton exagerou seu papel na política interna e internacional" e também sua atuação durante o mandato de seu marido, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton

Do lado de Hillary, Wolfson afirmou que a campanha de Obama só está levantando a questão porque "não tem nada de positivo para falar sobre seu candidato".

Wolfson lembrou ainda do livro escrito por Hillary, "Living Story" no qual ela descreveu uma cerimônia de recepção encurtada na base aérea de Tuzla, Bósnia-Herzegóvina. "Graças a relatos de tiros nas montanhas próximas ao aeroporto, nós fomos forçados a encurtar um evento com crianças locais, apesar de que nós tivemos tempo de encontrá-las e a seus professores e ouvir quão duro eles trabalharam durante a guerra para continuar as aulas em qualquer ponto seguro que encontrassem", escreveu Hillary.

Questionada durante um encontro com jornalistas do jornal "Philadelphia Daily News", Hillary disse que "equivocou-se". "Eu fui a 80 países. Eu dei relatos contemporâneos, eu escrevi muito sobre isso em meu livro. Você sabe, eu acho que, um pequeno erro (...) Eu digo muitas coisas, milhões de palavras por dia, então se eu falei algo errado, isso foi somente um erro", defendeu-se.

Com Associated Press e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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