Equador acusa Colômbia de dificultar aproximação
da Efe, em Quito
A ministra das Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, afirmou nesta terça-feira que as declarações "prepotentes" e "belicistas" do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, dificultam um rápido restabelecimento das relações diplomáticas entre Colômbia e Equador.
Ela qualificou de "ameaça à paz não só do Equador, mas do hemisfério" o fato de Santos invocar a legítima defesa como justificativa para o ataque colombiano a um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano em 1º de março.
Santos "diz que são atos legítimos de guerra e atos legítimos de defesa da democracia (...) e ameaça que o governo da Colômbia continuará ordenando-os onde quer que for", declarou a ministra em entrevista coletiva em Quito.
"Dizer que vão continuar ordenando este tipo de ações é quase uma declaração de guerra", disse Salvador, que afirma que o "Equador respondeu com mecanismos pacíficos" dentro "dos canais do direito interamericano e do direito internacional".
Neste sentido, a chanceler disse que o governo equatoriano recorrerá ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para que atue imediatamente como "negociador" na aproximação entre os dois países.
Só no caso de o secretário-geral da OEA, dentro das atribuições que possui pela resolução aprovada em 18 de março, não ser capaz de conseguir uma solução, o "Equador recorreria a outras instâncias da própria OEA", disse Salvador.
A ministra qualificou a morte de um cidadão equatoriano, Franklin Aisalia Molina, no ataque ao acampamento das Farc como "um ato ilegítimo dentro de um ato ilegítimo".
Em sua opinião, a confirmação de que uma das vítimas do ataque é equatoriana "agrava" a situação. Sobre as afirmações de militares colombianos de que Aisalia era membro ativo das Farc, Salvador declarou que o fato "precisa ser investigado".
O importante, disse a ministra, é que "em uma ação ilegítima e ilegal contra nosso território um cidadão equatoriano morreu, o que também é ilegal".
Para a chanceler, para retomar as relações é imprescindível "acabar com este contínuo ataque ao Equador" e com a divulgação de informações "não verificadas".
A Colômbia deveria dar "sinais claros de transparência e seriedade, não com suposições, mas com a verdade", para que se facilite a aproximação entre os dois países, disse a chanceler.
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Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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Tó fora...
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