Mundo
25/03/2008 - 20h08

McCain defende corte de impostos para solucionar crise nos EUA

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, se comprometeu a encontrar uma resposta para a crise dos créditos imobiliários dos Estados Unidos, em reunião com líderes empresariais da Califórnia nesta terça-feira (25). No entanto, o senador recebeu críticas dos rivais democratas "por não sugerir nenhuma abordagem específica" para o problema.

McCain afirmou estar aberto para qualquer solução que amenize os problemas no mercado imobiliário dos Estados Unidos, contrariando a posição conservadora dos republicanos. "Vou considerar toda e qualquer proposta baseado na análise de seus custos e benefícios".

O senador apresentou como uma possível solução para o governo a convocação de reuniões separadas com profissionais de contabilidade e com credores hipotecários, para que comecem a surgir medidas de contenção para a crise.

Mario Anzuoni /Reuters
John McCain discursa para empresários em Santa Ana, Califórnia.
John McCain discursa para empresários em Santa Ana, Califórnia.

McCain disse apostar em reformas no sistema financeiro centradas na melhora da transparência e da responsabilidade. O senador também afirmou que a principal ferramenta para melhorar a economia americana no futuro é o corte de impostos de famílias, empreendedores e pequenos comerciantes. "Para tornar os impostos mais simples é preciso reduzir as taxas corporativas e incentivar os investimentos", explicou.

Mas o senador endureceu o discurso ao abordar a responsabilidade dos bancos e compradores na crise.

"Eu sempre estive comprometido com o princípio de que não é dever do nosso governo recompensar aqueles que agiram com irresponsabilidade, sendo eles grandes bancos ou pequenos compradores (...) A ajuda do governo para o sistema bancário deve ser apenas baseada na prevenção dos riscos que podem prejudicar todo o sistema financeiro e a economia".

McCain também pediu para que as empresas respondam à crise hipotecária com a mesma atitude que demonstraram após os atentados de 11 de setembro de 2001.

"Depois dos ataques, a General Motors adotou uma política de financiamento a juros de 0% para que a economia continuasse crescendo. Necessitamos de uma resposta similar das pessoas que fazem empréstimos. É tempo de ajudar às famílias americanas", disse McCain.

Democratas

Mas o discurso de McCain não convenceu os democratas, que o criticaram por não sugerir "nenhuma abordagem específica" e o compararam com o atual presidente George W. Bush.
"Ao invés de oferecer um plano concreto para a crise, McCain prometeu usar as mesmas medidas que o presidente Bush usou para nos levar para a crise" - afirmou o chefe do partido democrata, Howard Dean.

"Foi sugerido que a melhor maneira de vencer a crise é sentar e vê-la acontecer, o que evidencia que ele [McCain] continuaria as políticas falhas do presidente Bush", acrescentou o porta-voz do comitê do pré-candidato democrata Barack Obama, Bill Burton.

Apoio republicano

McCain ganhou nesta terça-feira o apoio da ex-primeira-dama Nancy Reagan, viúva do presidente Ronald Reagan (1981-1989).

Nancy afirmou que o senador e ex-prisioneiro da Guerra do Vietnã (1964 -1975) foi um bom amigo nos últimos 30 anos e disse acreditar "que a experiência de John [McCain] o prepararam bem para ser o nosso próximo presidente".

Com Reuters e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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