McCain defende corte de impostos para solucionar crise nos EUA
Colaboração para a Folha Online
O provável candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, se comprometeu a encontrar uma resposta para a crise dos créditos imobiliários dos Estados Unidos, em reunião com líderes empresariais da Califórnia nesta terça-feira (25). No entanto, o senador recebeu críticas dos rivais democratas "por não sugerir nenhuma abordagem específica" para o problema.
McCain afirmou estar aberto para qualquer solução que amenize os problemas no mercado imobiliário dos Estados Unidos, contrariando a posição conservadora dos republicanos. "Vou considerar toda e qualquer proposta baseado na análise de seus custos e benefícios".
O senador apresentou como uma possível solução para o governo a convocação de reuniões separadas com profissionais de contabilidade e com credores hipotecários, para que comecem a surgir medidas de contenção para a crise.
| Mario Anzuoni /Reuters |
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| John McCain discursa para empresários em Santa Ana, Califórnia. |
McCain disse apostar em reformas no sistema financeiro centradas na melhora da transparência e da responsabilidade. O senador também afirmou que a principal ferramenta para melhorar a economia americana no futuro é o corte de impostos de famílias, empreendedores e pequenos comerciantes. "Para tornar os impostos mais simples é preciso reduzir as taxas corporativas e incentivar os investimentos", explicou.
Mas o senador endureceu o discurso ao abordar a responsabilidade dos bancos e compradores na crise.
"Eu sempre estive comprometido com o princípio de que não é dever do nosso governo recompensar aqueles que agiram com irresponsabilidade, sendo eles grandes bancos ou pequenos compradores (...) A ajuda do governo para o sistema bancário deve ser apenas baseada na prevenção dos riscos que podem prejudicar todo o sistema financeiro e a economia".
McCain também pediu para que as empresas respondam à crise hipotecária com a mesma atitude que demonstraram após os atentados de 11 de setembro de 2001.
"Depois dos ataques, a General Motors adotou uma política de financiamento a juros de 0% para que a economia continuasse crescendo. Necessitamos de uma resposta similar das pessoas que fazem empréstimos. É tempo de ajudar às famílias americanas", disse McCain.
Democratas
Mas o discurso de McCain não convenceu os democratas, que o criticaram por não sugerir "nenhuma abordagem específica" e o compararam com o atual presidente George W. Bush.
"Ao invés de oferecer um plano concreto para a crise, McCain prometeu usar as mesmas medidas que o presidente Bush usou para nos levar para a crise" - afirmou o chefe do partido democrata, Howard Dean.
"Foi sugerido que a melhor maneira de vencer a crise é sentar e vê-la acontecer, o que evidencia que ele [McCain] continuaria as políticas falhas do presidente Bush", acrescentou o porta-voz do comitê do pré-candidato democrata Barack Obama, Bill Burton.
Apoio republicano
McCain ganhou nesta terça-feira o apoio da ex-primeira-dama Nancy Reagan, viúva do presidente Ronald Reagan (1981-1989).
Nancy afirmou que o senador e ex-prisioneiro da Guerra do Vietnã (1964 -1975) foi um bom amigo nos últimos 30 anos e disse acreditar "que a experiência de John [McCain] o prepararam bem para ser o nosso próximo presidente".
Com Reuters e Efe
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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