Mundo
25/03/2008 - 23h13

Competição entre Hillary e Obama pode beneficiar democratas

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colaboração para a Folha Online

Notícias da Pensilvânia sugerem que o prolongamento da disputa entre os pré-candidatos democratas é bom para o partido, ao contrário do entendimento observado até então, de que o páreo desgastaria os candidatos e a legenda, segundo o jornal "Washington Post".

O colunista do "Post" Dan Balz sustenta que a corrida acirrada entre Barack Obama e Hillary Clinton está trazendo mais eleitores para o Partido Democrata, deixando os republicanos com uma expressão menor em diversos Estados.

Conquista de eleitores

Dados do Departamento de Estado da Pensilvânia apontam que os democratas atingiram a marca recorde de 4 milhões de eleitores registrados, com um aumento de 4% em relação ao ano passado, enquanto os republicanos registraram perdas de 1%, ficando com 3,2 milhões de eleitores.

Em Ohio, 2,2 milhões de eleitores participaram das primárias democratas, o dobro do número de participantes das republicanas.

No Texas, 2,9 milhões votaram no pleito democrata, enquanto menos da metade, 1,4 milhão, votaram pelos republicanos.

Mesmo na Flórida, onde as primárias republicanas figuraram entre as mais concorridas do ano e as democratas não tiveram campanhas por partes dos candidatos, a diferença pró-republicanos foi pequena: 1,9 milhões contra 1,7 milhões.

Uma pesquisa realizada nos EUA em janeiro e fevereiro com 5.566 eleitores apontou que 36% dos eleitores se identificam como democratas, enquanto apenas 27% se dizem republicanos. A pesquisa também mostra que os independentes estão pendendo para votar no Partido Democrata.

Bush

A combinação de insatisfação com o presidente Bush, o menor leque alcance dos republicanos e a emocionante disputa entre os democratas criou uma enorme vantagem de votos para o candidato democrata que for escolhido para a disputa com o republicano, avaliam os analistas da pesquisa.

Para Dan Balz, colunista que escreve diariamente sobre a campanha nos EUA para o "Post", quando as eleições de novembro chegarem, os democratas terão mais eleitores registrados do que jamais haviam previsto.

Além disso, o colunista afirma que Hillary e Obama terão competido em quase todos os Estados do país, em contraste com John McCain, que só competiu por poucos meses.

A situação atual contrasta com as últimas duas disputas presidenciais --como as batalhas pela nomeação foram rápidas, os candidatos tiveram menos contato com as particularidades de cada Estado, o que este ano se aplica apenas a McCain.

A campanha do republicano está sem dinheiro e luta para conseguir se desenvolver com força Estado por Estado.

Balz conclui que caso a disputa entre os democratas não termine de forma a desagradar o eleitorado --o que faria o indicado perder muitos votos--, os democratas devem se beneficiar da atual competição.

 

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