Mundo
26/03/2008 - 08h11

Hillary reprova Obama por continuar na igreja de Wright

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da Folha Online

A pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton relançou a polêmica sobre o pastor de seu adversário, Barack Obama, quando assegurou que não continuaria a freqüentar sua igreja após saber de suas polêmicas declarações.

"Eu não escolheria ter continuado na igreja. A julgar por tudo que vimos e escutamos de Jeremiah Wright ele não seria o meu pastor", disse Hillary durante uma entrevista coletiva em Greensburg, Pensilvânia, nesta terça-feira (25).

As declarações, feitas em evento de campanha na Pensilvânia, local das próximas primárias democratas, em 22 de abril, marcam uma mudança na postura da pré-candidata que tinha mantido silêncio sobre a polêmica até o momento.

"Não temos opções quando se trata de nossa família, mas temos quando se trata do pastor e da igreja que freqüentamos", destacou Hillary. As afirmações foram feitas quando questionada por um repórter sobre se ela acreditava que Obama deveria ter abandonado a Igreja.

As críticas de Hillary vêm no momento em que Obama e sua equipe de campanha acreditavam que o assunto havia acabado. Na época da divulgação dos sermões, que foram mostrados amplamente na rede de televisão nacional, internet e até mesmo vendidos em DVD, Obama fez um discurso sobre a questão racial no país que foi tido como um dos grandes momentos de sua carreira.

No evento, ele uniu sua história pessoal com sua política de campanha e reiterou que não concorda com as recentes considerações do pastor Wright, que classificou como "incendiárias e espantosas".

Wright afirmou, entre outras coisas, que o "terrorismo" norte-americano foi o responsável pelos ataques do 11 de setembro de 2001 e que o país é fundamentalmente racista. O pastor disse ainda que os negros americanos deveriam dizer "que Deus amaldiçoe os Estados Unidos" ao invés de "Deus abençoe os Estados Unidos", frase famosa no país.

Bósnia

As declarações de Hillary vêm justamente no dia em que admitiu haver se equivocado quando lembrou recentemente das circunstâncias de sua chegada na Bósnia, em 1996. "Me expressei mal outro dia. De vez em quando, sou um ser humano como todo mundo. Isso para alguns pode ser uma revelação", disse, em entrevista à rádio KDKA, de Pittsburgh.

Na semana passada, Hillary, que sempre ressalta sua experiência em política estrangeira como uma vantagem frente à suposta inexperiência de Obama, relatou que chegou ao aeroporto de Tuzla, na Bósnia, sob disparos de franco-atiradores. Contudo, imagens gravadas no momento mostram a pré-candidata descendo tranqüilamente do avião, sorrindo e acenando às autoridades presentes e depois ouvindo uma menina de oito anos ler um poema em inglês.

O porta-voz da equipe de Obama, Bill Burton, afirmou em comunicado que "é desanimador ver a campanha Hillary Clinton afundar tão baixo em um esforço transparente para distrair as atenções de seu exagero sobre o incidente de Tuzla".

Burton afirmou ainda Obama já denunciou os comentários ofensivos de seu pastor em um discurso "profundamente pessoal e incomumente honesto".

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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