Jornalistas estrangeiros chegam ao Tibete após conflitos
da Folha Online
O primeiro grupo de jornalistas estrangeiros a visitar o Tibete desde o início dos conflitos no começo deste mês chegou a Lhasa (capital tibetana) nesta quarta-feira (26) em um viagem rigidamente controlada, que mostra-se como parte da tentativa chinesa de mostrar como a vida voltou ao normal.
Não está claro quanto de liberdade o grupo de 26 repórteres terá na viagem, que acontece em meio à crescente pressão internacional para diminuir a repressão violenta na região.
O ônibus foi do aeroporto até a capital tibetana propositalmente devagar, demorando cerca de 90 minutos para percorrer 65 quilômetros, apesar dos repetidos pedidos dos repórteres para andar mais rápido.
Pelo caminho, o ônibus passou por três postos de controle cujos funcionários usavam uniformes. Policiais isolados também foram colocados em quase toda a extensão da estrada para Lhasa.
Cerca de cinco funcionários uniformizados estavam parando os carros. Um deles, Cun Luobu, disse que os postos de controle começaram a funcionar no dia 14 de março --quando os conflitos se tornaram mais violentos--, mas disse que eles estavam checando apenas "pessoas que não estavam usando cinto de segurança, por violar as regras de trânsito".
Dalai-lama
O dalai-lama, líder espiritual tibetano, afirmou nesta quarta-feira em Nova Déli (capital da Índia) que os jornalistas devem trabalhar "com plena liberdade" para conhecer a situação real do Tibete.
"É muito positiva (a visita dos jornalistas), mas deve acontecer com completa liberdade. Só assim eles poderão avaliar a situação real", disse o dalai-lama, segundo a agência indiana PTI.
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O líder budista afirmou que os jornalistas que visitam a capital do Tibete também deveriam conhecer os antecedentes dos eventos que aconteceram no local. "De outra forma, existe a possibilidade de uma publicidade artificial", assegurou.
O líder tibetano, que se encontra em Nova Déli, reiterou hoje que renunciará se as manifestações violentas continuarem e se transformarem em "incontroláveis", em referência aos protestos de tibetanos contra as autoridades chinesas.
Desde 10 de março, monges budistas com apoio da população civil protagonizaram protestos no Tibete para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o mandato chinês em 1959, que causou a ida ao exílio do dalai-lama.
Com Associated Press e Efe
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