McCain pede que EUA colaborem mais com seus aliados
da Folha Online
O republicano John McCain reforçou seu pedido para que os Estados Unidos trabalhem mais próximos às nações democratas e cumpram suas funções como líderes mundiais. A declaração veio logo após uma semana de viagem a Europa e Oriente Médio, na qual o candidato reafirmou sua visão quanto à política internacional.
"Nosso grande poder não significa que nós podemos fazer o que quisermos, quando quisermos e também não deveríamos assumir que temos todo o conhecimento e a sabedoria necessária para ter sucesso", afirmou McCain.
"Nós precisamos ouvir as opiniões e respeitar o desejo coletivo de nossos aliados democratas", completou.
O discurso, agendado para uma aparição nesta quarta-feira, demonstra o novo conceito defendido por McCain de que a posição dos EUA no cenário mundial foi destruída e que o país tem uma imagem problemática depois de oito anos do mandato do atual presidente, George W. Bush.
Críticos norte-americanos e de outros países acusaram Bush de empregar uma política internacional individualista no episódio dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Na época, a administração Bush pediu a várias nações que tivessem cuidado com os terroristas e acompanhassem os EUA em sua empreitada pela Iraque.
Democratas ridicularizaram McCain por oferecer a mesma política internacional de Bush. O apoio do atual presidente a McCain mais prejudicou a campanha do senador do que ajudou, já que o país pede por mudança.
Contudo, o senador pelo Arizona, consciente da necessidade de mostrar sua própria visão política e distanciar-se do impopular presidente Bush, começa a demonstrar uma política mais colaborativa.
"Os Estados Unidos não podem liderar apenas pela virtude de seu poder. Ao invés, deve liderar por atrair outros a sua causa, demonstrar as virtudes da liberdade e democracia, defender as regras de uma sociedade internacional civilizada e criar novas instituições internacionais para avanças na paz e liberdade", afirmou McCain.
O republicano --que foi prisioneiro de guerra no Vietnã e alega ter décadas de experiência em política internacional-- disse também que o país deve manter seu papel de líder apoiado em suas responsabilidades internacionais e apontar o caminho para "um futuro melhor e mais seguro para a humanidade".
"Isso vai nos fortalecer para confrontar o desafio de nosso tempo: a ameaça do terrorismo islâmico", completou.
A campanha de McCain vem usando o tema da política internacional como arma para reintroduzir o republicano entre o eleitorado norte-americano, desta vez, como um candidato à Presidência. Apesar de não estar oficialmente nomeado, McCain já obteve o número suficiente de delegados para garantir sua indicação.
Aquecimento global
Outro tema internacional que voltou à campanha de McCain foi o aquecimento global. Em um discurso recente, ele reforçou sua idéia de criar um novo grupo de atuação global com mais de cem países democráticos.
O grupo teria como objetivo defender interesses em comum e dividir visões sobre o aquecimento global.
McCain defendeu também um novo acordo para suceder o atual Protocolo de Kyoto que estabelece as regras de emissão de poluentes.
Para ele, o país deveria trabalhar com governos africanos aliados para estabelecer um objetivo de erradicar a malária no continente. Contudo, ressalta ele, é importante que os EUA exijam transparência e obediência à lei em suas relações.
Outra medida de sua política internacional é criar um movimento global de desarmamento nuclear liderado pelos EUA, e criar um novo compromisso com o Tratado de Não-proliferação Nuclear.
Com Associated Press
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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