Mundo
26/03/2008 - 10h33

McCain pede que EUA colaborem mais com seus aliados

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da Folha Online

O republicano John McCain reforçou seu pedido para que os Estados Unidos trabalhem mais próximos às nações democratas e cumpram suas funções como líderes mundiais. A declaração veio logo após uma semana de viagem a Europa e Oriente Médio, na qual o candidato reafirmou sua visão quanto à política internacional.

"Nosso grande poder não significa que nós podemos fazer o que quisermos, quando quisermos e também não deveríamos assumir que temos todo o conhecimento e a sabedoria necessária para ter sucesso", afirmou McCain.

"Nós precisamos ouvir as opiniões e respeitar o desejo coletivo de nossos aliados democratas", completou.

O discurso, agendado para uma aparição nesta quarta-feira, demonstra o novo conceito defendido por McCain de que a posição dos EUA no cenário mundial foi destruída e que o país tem uma imagem problemática depois de oito anos do mandato do atual presidente, George W. Bush.

Críticos norte-americanos e de outros países acusaram Bush de empregar uma política internacional individualista no episódio dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Na época, a administração Bush pediu a várias nações que tivessem cuidado com os terroristas e acompanhassem os EUA em sua empreitada pela Iraque.

Democratas ridicularizaram McCain por oferecer a mesma política internacional de Bush. O apoio do atual presidente a McCain mais prejudicou a campanha do senador do que ajudou, já que o país pede por mudança.

Contudo, o senador pelo Arizona, consciente da necessidade de mostrar sua própria visão política e distanciar-se do impopular presidente Bush, começa a demonstrar uma política mais colaborativa.

"Os Estados Unidos não podem liderar apenas pela virtude de seu poder. Ao invés, deve liderar por atrair outros a sua causa, demonstrar as virtudes da liberdade e democracia, defender as regras de uma sociedade internacional civilizada e criar novas instituições internacionais para avanças na paz e liberdade", afirmou McCain.

O republicano --que foi prisioneiro de guerra no Vietnã e alega ter décadas de experiência em política internacional-- disse também que o país deve manter seu papel de líder apoiado em suas responsabilidades internacionais e apontar o caminho para "um futuro melhor e mais seguro para a humanidade".

"Isso vai nos fortalecer para confrontar o desafio de nosso tempo: a ameaça do terrorismo islâmico", completou.

A campanha de McCain vem usando o tema da política internacional como arma para reintroduzir o republicano entre o eleitorado norte-americano, desta vez, como um candidato à Presidência. Apesar de não estar oficialmente nomeado, McCain já obteve o número suficiente de delegados para garantir sua indicação.

Aquecimento global

Outro tema internacional que voltou à campanha de McCain foi o aquecimento global. Em um discurso recente, ele reforçou sua idéia de criar um novo grupo de atuação global com mais de cem países democráticos.

O grupo teria como objetivo defender interesses em comum e dividir visões sobre o aquecimento global.

McCain defendeu também um novo acordo para suceder o atual Protocolo de Kyoto que estabelece as regras de emissão de poluentes.

Para ele, o país deveria trabalhar com governos africanos aliados para estabelecer um objetivo de erradicar a malária no continente. Contudo, ressalta ele, é importante que os EUA exijam transparência e obediência à lei em suas relações.

Outra medida de sua política internacional é criar um movimento global de desarmamento nuclear liderado pelos EUA, e criar um novo compromisso com o Tratado de Não-proliferação Nuclear.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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