Mundo
26/03/2008 - 16h49

Pré-candidatos à Casa Branca divergem sobre saúde, diz jornal

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Colaboração para a Folha Online

John McCain, provável candidato republicano à Presidência norte-americana, diz que os Estados Unidos estão em meio a uma série de problemas que "causarão a implosão do sistema de saúde" se o próximo presidente não agir.

Os pré-candidatos democratas, Hillary Clinton e Barack Obama, já citaram o problema algumas vezes em seus discursos. Mas os três rivais apresentam estratégias diferentes para conter a falta de um plano de saúde adequado para os norte-americanos, de acordo com reportagem do "USA Today"

Veja a matéria na íntegra, em inglês, no "USA Today".

Reprodução
USA today
USA today

Enquanto McCain considera os custos médicos como o centro do problema, Obama e Clinton têm planos que visam a expansão da cobertura. Eles afirmam que muitos norte-americanos não possuem um plano de saúde adequado, e que 47 milhões não têm nenhum tipo de cobertura.

Questões sobre custos de planos de saúde e os não-segurados ajudam a fazer desta "a primeira eleição presidencial com uma boa parte da campanha focada na saúde", segundo o ex-secretário de Saúde e Serviços Humanos do governo Bush, Tommy Thompson.

Foco

O consultor de planos de saúde Robert Laszewski e o presidente da fundação não-partidária Kaiser (ligada a políticas de saúde), Drew Altman, descreveram para o "USA Today" as três principais áreas focadas pelos pré-candidatos e seus partidos.

Primeiramente, os democratas querem cobertura para quase todas as pessoas, e pretendem fazê-lo por meio da expansão dos programas governamentais. McCain diz se preocupar antes com os custos para depois expandir a cobertura.

Em segundo lugar, McCain e muitos parlamentares republicanos não pedem a todos que comprem os seguros, nem pretendem obrigar as companhias a venderem seus planos para aqueles que já possuem problemas médicos. Os democratas, ao contrário, querem seguros para a maioria e pretendem obrigar as empresas a venderem seus pacotes para todos que quiserem comprá-los.

Em terceiro, e último, lugar, os republicanos querem mais incentivos fiscais para que as pessoas comprem seus próprios seguros e necessitem menos da cobertura oferecida pelas empresas onde trabalham.

As propostas dos três candidatos têm pontos positivos e negativos. As idéias de McCain continuariam a deixar milhões de pessoas sem seguro, mas poderiam aumentar o número de companhias concorrentes e diminuir o preço dos planos de saúde. Já a cobertura para mais gente, defendida por Hillary e Obama, poderia custar mais do que o esperado.

As propostas dos rivais pela nomeação democrata são semelhantes em muitos pontos, mas discordam pelo menos em um ponto-chave: Hillary pretende fazer com que todas as pessoas tenham seguro. Obama requer que os pais façam a cobertura somente para seus filhos.

McCain, por outro lado, enfatiza os descontos em impostos para ajudar na compra dos planos de saúde.

Custos

O comitê de Hillary estimou em US$ 110 bilhões [cerca de R$ 190 bilhões] por ano para realizar suas propostas.

A perda para os cofres públicos seria amenizada pela diminuição do desconto em planos de saúde de quem ganhasse mais de US$ 250 mil [R$ 433,9 mil] e pelo fim dos cortes de impostos feitos pelo atual presidente George W. Bush.

O comitê de Obama estima os custos entre US$ 50 bilhões [R$ 86,8 bilhões] e US$ 65 bilhões [R$ 112,8 bilhões] por ano, a serem gastos com a verba a ser obtida com o fim do corte dos impostos de Bush.

O republicano John McCain não estimou seus gastos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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