Mundo
26/03/2008 - 17h57

Hillary e Obama buscam apoio de eleitores católicos na Pensilvânia

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Colaboração para a Folha Online

Os pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton e Barack Obama, voltam a se enfrentar no dia 22 de abril, nas primárias da Pensilvânia. E, para vencer o pleito do Estado e conseguir o apoio de mais delegados, os senadores precisam conseguir o voto dos eleitores católicos.

A Pensilvânia tem cerca de 3,8 milhões de católicos, o que representa pouco mais de 30% da população do Estado. A porcentagem de democratas no local é ligeiramente maior e cresce a cada eleição. No último ano eleitoral, a Pensilvânia registrou 161 mil novos democratas.

Hillary freqüenta a Igreja Metodista e Obama é membro da Igreja Unida de Cristo (United Church of Christ), ambas protestantes. Os dois democratas apóiam a legalização do aborto, atitude rejeitada pela Igreja Católica. Nas últimas eleições gerais, em 2004, o atual presidente George W. Bush, um metodista contrário ao direito ao aborto, obteve 52% dos votos católicos contra o democrata John Kerry, católico praticante.

Neste ano, Hillary obteve o apoio dos eleitores membros da Igreja Católica em outros Estados e tem uma vantagem substancial entre essa fatia do eleitorado da Pensilvânia. Uma recente pesquisa da Universidade de Quinnipiac atribui 61% dos votos católicos à senadora, contra 35% de Obama.

Porém, alguns analistas consultados pela Associated Press acreditam que o voto dos católicos depende muito mais de outras questões, como raça, idade e classe social, do que da religião.

Obama

No entanto, Obama planeja pequenos encontros e sessões de debates com eleitores católicos nas áreas urbanas e rurais da Pensilvânia. O senador também pretende enviar e-mails e programar telefonemas de campanha para o público católico.

Os encontros de Obama irão tratar de economia, empregos e assistência médica, de acordo com o ex-parlamentar de Indiana Tim Roemer. "O objetivo é descobrir quais questões, como raça e os comentários inflamados do pastor Jeremiah Wright, atingem os católicos", disse Roemer. "Mas nós acreditamos que os católicos não são muito diferentes da média dos eleitores"

Os cabos eleitorais de Hillary, Kathleen Kennedy Townsend e Robert F. Kennedy Jr. (filhos do falecido senador Robert F. Kennedy), escreveram uma carta para a Pensilvânia na semana passada, enfatizando as políticas da senadora com planos de saúde, hipotecas imobiliárias e custos de combustíveis.

David Leege, um professor emérito de ciência política na Universidade de Notre Dame (Indiana, EUA) explicou que uma líder mulher, forte, que consegue prevalecer "no mundo dos homens", causa um apelo positivo em uma geração de católicas que começaram a trabalhar fora muito antes de suas vizinhas protestantes.

"Para muitas delas, Hillary é uma heroína", completou Leege.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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