Mundo
26/03/2008 - 20h48

Obama critica resposta de McCain à crise imobiliária

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Colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata Barack Obama atacou nesta quarta-feira a resposta do provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, à crise dos empréstimos hipotecários nos Estados Unidos, que qualificou de "insulto às famílias que foram afetadas".

"John McCain já disse que não entende tanto assim de economia, e ele confirmou isso ontem [terça-feira] durante seu discurso sobre a crise imobiliária", declarou o senador democrata na Carolina do Norte.

"Ele disse que a melhor forma de encarar o fato de milhões de americanos estarem perdendo suas casas é ficar de braços cruzados e ver o que acontece", disse. "Já passamos por esse caminho. É o mesmo caminho que (o presidente) George W. Bush trilhou nos últimos oito anos", acrescentou Obama.

O senador pelo Arizona falou sobre a crise e apresentou suas propostas em reunião com líderes empresariais da Califórnia nesta terça-feira.

Propostas

McCain disse apostar em reformas no sistema financeiro centradas na melhora da transparência e da responsabilidade, principalmente dos bancos de crédito.

"Eu sempre estive comprometido com o princípio de que não é dever do nosso governo recompensar aqueles que agiram com irresponsabilidade, sendo eles grandes bancos ou pequenos compradores (...) A ajuda do governo para o sistema bancário deve ser apenas baseada na prevenção dos riscos que podem prejudicar todo o sistema financeiro e a economia".

O senador também afirmou que a principal ferramenta para melhorar a economia americana no futuro é o corte de impostos de famílias, empreendedores e pequenos comerciantes. "Para tornar os impostos mais simples é preciso reduzir as taxas corporativas e incentivar os investimentos".

Também na terça-feira, Howard Dean, chefe do partido democrata, criticou as propostas de McCain. Para Dean, o republicano apresentou medidas que em geral privilegiam a não intervenção do Estado na economia --semelhantes às de Bush-- que teriam levado os EUA para a atual crise.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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