Mundo
26/03/2008 - 23h37

G8 deveria incluir Brasil e Índia, diz McCain

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano John McCain disse nesta quarta-feira que o G8 (grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia) deveria incluir o Brasil e a Índia e excluir a Rússia.

As declarações foram feitas em um discurso sobre política internacional em Los Angeles, Califórnia, na sede do instituto de pesquisas World Affairs Council.

Para o senador pelo Arizona, as nações ocidentais não deveriam tolerar as chantagens da Rússia por sua posição como potência nuclear. Mas deveriam deixar claro que as portas da Otan "permanecem abertas a todas as democracias comprometidas com a defesa da liberdade".

McCain considera que o G8 deve ser um grupo com apenas democracias de mercado, como o Brasil e a Índia, que poderiam entrar no lugar da Rússia, integrante do grupo apenas por ser uma potência nuclear.

O republicano disse ainda que os EUA não são mais a única superpotência democrática, citando outras regiões e nações com papel destacado no cenário global: União Européia, Índia, Japão, Austrália, Brasil, Coréia do Sul, África do Sul, Turquia e Israel.

América Latina

Tratando das relações dos EUA com a América Latina, o senador disse que o continente americano pode ser um modelo de democracia no século 21.

"O nosso pode ser o primeiro continente completamente democrático, onde o comércio seja livre através das fronteiras, onde o respeito à lei e ao livre mercado garantam a segurança e a prosperidade de todos".

McCain também opinou sobre o futuro das relações dos EUA com a União Européia (UE).

Livre mercado

Segundo a agência de notícias Reuters, o republicano disse que os EUA deveriam construir um tratado de livre comércio com os 27 países que compõe o bloco europeu. McCain também defendeu o Nafta (Tratado de Livre Comércio da América do Norte).

"Eu não tenho receio em defender o Nafta e os tratados de livre comércio. De fato, seria interessante ter um tratado de livre comércio entre nós e a União Européia", disse.

"Eles [UE] são um dos maiores blocos econômicos do mundo, se não o maior", acrescentou.

McCain afirmou ainda que o bloco europeu é mais avançado que os EUA em temas importantes. "Eu entendo que alguns de seus passivos ambientais e trabalhistas são mais avançados que os nossos. Seria muito interessante ver como os opositores dos tratados de livre comércio responderiam a isso".

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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