Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional
Colaboração para a Folha Online
Em uma semana de discursos dos pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos, os jornais deram destaque às declarações do republicano John McCain sobre sua política internacional. Ainda perseguido pela crítica de que apenas manteria o estilo de administração do atual presidente e também republicano, George W. Bush, McCain reiterou suas divergências com a administração atual.
Ele quer o fim da prisão para supostos terroristas em Guantanamo, Cuba; um esforço mundial para combater tanto o aquecimento global como a proliferação de armas nucleares e uma maior colaboração nas relações internacionais dos EUA.
O discurso de McCain suscitou críticas do democrata Barack Obama que reiterou sua opinião de que o oponente representará a continuidade do atual governo republicano. Prova disso, apontou Obama, é a falta de idéias para solucionar a crise hipotecária que afeta o país: "John McCain aparentemente quer que isso continue".
Já a democrata Hillary Clinton discursou para uma platéia feminina em evento de arrecadação de verbas, em Washington e abordou temas econômicos, como a necessidade de criar empregos. Ela prometeu que, se chegar à Casa branca, criará 5 milhões de vagas.
Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:
"The Washington Post" (EUA)
McCain ressalta sua política internacional
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| washington post |
O senador John McCain prometeu, nesta quarta-feira, uma política internacional de colaboração que procuraria alianças com nações amigas e contrastaria radicalmente com a política individualista da administração Bush [atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush].
McCain recusou-se a entregar-se aos argumentos de seus rivais democratas sobre o Iraque e declarou que a continuação da presença dos EUA no país é uma "responsabilidade moral" e que uma retirada "sem cuidado" seria "um ato inaceitável de traição, uma mancha no nosso caráter como uma grande nação".
Em seu primeiro discurso extensivo sobre política internacional desde que assegurou o número de delegados necessários para garantir a nomeação democrata (1.191), McCain defendeu o argumento que conquistar a democracia no Iraque é necessário para um mundo pacífico.
"Aqueles que argumentam que nossos objetivos no Iraque são inalcançáveis estão errados, assim como estavam errados aqueles que declararam, há um ano, que a guerra estava perdida", disse, sem mencionar o nome dos democratas Hillary Clinton e Barack Obama.
"USA Today" (EUA)
Obama alerta sobre a sociedade em que "você está por conta própria"
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| USA today |
O pré-candidato presidencial Barack Obama, ignorando sua rival democrata por enquanto, ridicularizou o republicano John McCain por não oferecer "nenhuma idéia" para ajudar as famílias que enfrentam a falência na crise hipotecária que atinge o país.
"George W. Bush chamou isso de sociedade de propriedade, mas o que ele realmente quis dizer foi uma sociedade "você está por conta própria"", falou Obama em uma reunião na sede da prefeitura de Los Angeles, conectando McCain com um presidente cuja popularidade é baixa. "John McCain aparentemente quer que isso continue".
O senador por Illinois abordou alguns temas que ele deve falar hoje, as 9h15 da manhã em um discurso que sua campanha considera um grande discurso sobre economia, na New York's Cooper Union.
Na terça-feira, McCain alertou que algumas propostas para intervenção do governo na crise hipotecária resgatariam bancos e pessoas que fizeram empréstimos que atuaram de maneira irresponsável.
"The Wall Street Journal" (EUA)
Democratas estão empatados em nova pesquisa
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| wall street journal |
O debate racial iniciado pela relação entre o democrata Barack Obama e seu pastor não mudaram muito sua disputa acirrada com Hillary Clinton, ou mesmo diminuiu suas chances contra o provável candidato republicano John McCain, de acordo com uma nova pesquisa do Wall Street/NBC News.
O pesquisador democrata Peter Hart, que conduziu a pesquisa com o republicano Bill McInturff, nomeou a última pesquisa de um "destruidor de mitos" que mostrou que a controversa do pastor Jeremiah Wright não é "o começo do fim da campanha de Obama".
Ambos os democratas, e especialmente a senadora por Nova York estão mostrando feridas de sua prolongada e cada vez mais crescente amarga disputa pela nomeação democrata, que poderia enfraquecer o nomeado para a eleição geral contra o provável candidato republicano John McCain.
Mesmo entre as mulheres, que são a base eleitoral de Hillary, ela está sendo vista de maneira negativa, pela primeira vez em uma pesquisa do jornal.
A pesquisa mostrou os democratas em um empate, cada um com 45% de apoio entre os eleitores democratas registrados. Esse é uma pequena melhora para o senador Obama, apesar de ser estatisticamente insignificante. Na última pesquisa do jornal, há duas semanas, Obama perdia para Hillary em uma margem de 47% a 43%.
"The New York Times" (EUA)
As mulheres da família Clinton sobem ao palco na capital
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| NY times |
Com a ajuda da banda do colégio Dunbar, Hilary Clinton fez uma grande entrada no grande palco do Hall das Filhas da Constituição da Revolução Americana, onde mulheres como Ella Fitzgerald e Bette Davis já pisaram.
Talvez encaixando perfeitamente, a senadora Hillary trouxe sua própria mulher favorita-- sua filha-- para o pequeno evento de arrecadação de fundos no Hall.
Hillary passou boa parte da noite empurrando seu plano de criar 5 milhões de postos de trabalho na próxima década e disse que a América deveria começar uma iniciativa de independência energética na mesma escala que o programa Apollo em meados do século 20.
Uma típica chefe, Hillary disse que iria "acabar com a guerra de Bush contra a ciência"
A senadora também disse que a infra-estrutura norte-americana-- estradas e pontes-- precisam ser reconstruídos, um ponto que ressonou em Kim Ross, 52, de Washington, que disse que o tópico não foi discutido o suficiente.
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Especial






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Para saber mais sobre os bastidores da politica americana, sugiro que assista a dois documentários: Why We Fight e Zeitgeist. O segundo é encontrado no Google Video.
Abs
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Sara Pallin foi brilhante, mas muito articial, não se defendeu de nenhuma das criticas, apenas acusou.
Não consigo acreditar que exista um povo no mundo que vá votar pela continuidade do status atual do governo americano.
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