Mundo
27/03/2008 - 10h07

Hillary e McCain criticam "ingenuidade" de Obama na política internacional

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Colaboração para a Folha Online

A democrata Hillary Clinton e o republicano John McCain acusam Barack Obama de ser "ingênuo e com pouca experiência" nos temas de política internacional. Os pré-candidatos dos dois partidos uniram-se no objetivo de diminuir a credibilidade de Obama nas questões de política internacional e questionar sua capacidade de assumir a Presidência dos Estados Unidos.

Em um grande texto publicado em julho de 2007, pela revista "Foreign Affairs", Obama explicou que, se os EUA não devem renunciar ao uso da força, "não deveria titubear em manter um diálogo direto com o Irã". No mesmo artigo, ele declarou que é preciso conversar diretamente com os dirigentes cubanos e norte coreanos.

Seus adversários dizem que Obama é realmente muito "ingênuo e irresponsável" ao pretender solucionar o panorama internacional com conversas com os piores ditadores do planeta.

Mas Obama disse que, se for necessário, enviará tropas norte-americanas ao Paquistão para buscar terroristas, mesmo que não tenha a permissão do governo paquistanês. Ele advertiu ao presidente Pervez Musharraf que ele deve fazer um esforço maior para deter as operações terroristas em seu país e desalojar os insurgentes estrangeiros.

Sua equipe de campanha afirmou que a postura de Obama é firme quanto ao Paquistão. Caso o presidente paquistanês não queira colaborar, o país poderia sofrer uma invasão dos EUA e perder os centenas de milhões de dólares em ajuda militar.

O problema-- advertiram seus rivais-- está no fato do Paquistão ser um país aliado aos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo e ter inclusive pedido publicamente a ajuda dos norte-americanos no combate às facções terroristas.

Fim da Guerra no Iraque

Obama defende a retirada quase total das tropas norte-americanas no Iraque, em um período de 16 meses.

Ele sugere também que permaneça no país somente o número suficiente de tropas para garantir a segurança dos norte-americanos e lutar contra a rede terrorista Al Qaeda.

O candidato afirma que sua proposta em relação ao conflito no Iraque é mais ambiciosa: "Quero não só pôr um fim à guerra, quero pôr um fim ao estado emocional que nos levou a assumir a guerra".

Eleitorado

Mesmo sob as críticas dos rivais, Obama não pretende esconder suas idéias para a política internacional, que vão de acordo com a proposta central de sua campanha: chegou a hora de uma mudança.

Suas propostas rompem radicalmente com a tradição norte-americana na política externa, mas aparentemente não agradaram aos eleitores. Em pesquisas de opinião realizadas nos EUA, Obama perde para seus rivais quando se pergunta sobre a capacidade de cada um dos pré-candidatos de assumir a chefia do país.

Segundo declarou um diplomata ocidental à agência de notícias France Presse, os militares confiam que Hillary está melhor capacitada que Obama para assumir o posto de comandante-chefe do Exército.

Equipe de campanha

Para pôr um fim à críticas, Obama reuniu uma equipe de especialistas com experiência no tema. Entre eles, estão Zbigniew Brzezinski e Anthony Lake, ex-conselheiros da Segurança Nacional dos governos dos ex-presidentes Jimmy Carter e Bill Clinton.

Outro nome conhecido é Susan Rice, especialista em África e ex-membro do governo Clinton.

Durante uma recente coletiva de imprensa no Conselho de Relações Externas, Susan resumiu as propostas de Obama: enviar mais tropas ao Afeganistão, exigir um compromisso militar mais forte dos europeus, lutar contra a pobreza e o terrorismo.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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