Jovens acompanham disputa eleitoral pela internet, diz "NYT"
Colaboração para a Folha Online
Uma pesquisa divulgada pelo jornal norte-americano "New York Times" analisou como os norte-americanos estão acompanhando a campanha presidencial e apontou que a maioria dos eleitores com menos de 30 anos utiliza a internet como principal veículo de informação. Veja a íntegra (em inglês) da reportagem do "NYT".
Segundo a pesquisa realizada pelo instituto Pew Research, a televisão, considerada o veículo de maior alcance nacional, é utilizada por apenas 25% dos eleitores até 30 anos, 39% dos eleitores entre 30 e 49 anos e por 50% daqueles com mais de 50 anos como fonte de informação sobre a corrida eleitoral.
Dois terços dos eleitores com menos de 30 anos utilizam principalmente sites de relacionamento, como o MySpace e Facebook, para obter informações sobre seus candidatos. Nestes dois sites, o democrata Barack Obama, tido como o pré-candidato mais popular entre os jovens, tem cerca de 1 milhão de "amigos", pessoas que se declaram suas apoiadoras.
Já a democrata Hillary Clinton tem aproximadamente 330 mil e o republicano John McCain reúne 140 mil seguidores.
A pesquisa indicou também que 40% dos jovens viram discursos, entrevistas, comerciais e debates na internet.
Este eleitorado considera a internet uma fonte importante de informações e vídeos eleitorais e um veículo fundamental para debater sobre divergências políticas. Assim, eles assistem diretamente ao discurso de seu candidato ou ao debate entre os partidos, ao invés de acompanhar a repercussão dos fatos nos jornais.
Um exemplo desta tendência foi o número de acessos ao vídeo do discurso de Obama sobre a questão racial, conseqüência da polêmica criada pelos comentários controversos de seu ex-pastor Jeremiah Wright. O link para o vídeo foi o item mais acessado no Facebook. No site do "New York Times", a transcrição do vídeo foi a notícia mais enviada por e-mail, mais do que os artigos escritos sobre o discurso.
Eleitorado importante
O modo como os eleitores filtram suas notícias tornou-se importante, afirma o "NYTimes", em uma eleição pela qual eles têm tido muito interesse e envolvimento. Pesquisas de boca-de-urna em 22 Estados estimam que mais de 3 milhões de eleitores com menos de 30 anos participaram das primárias democráticas deste ano. Na última corrida democrata, em 2004, foram um milhão de eleitores jovens.
Em três dos mais populosos Estados --e com grande número de delegados em jogo--, Califórnia, Texas e Ohio, a participação dos eleitores com menos de 30 anos aumentou de 10%, em 2004 para 16%, segundo pesquisas de boca-de-urna realizadas pelo instituto Edison/Mitofsky.
Campanha popular
De acordo com o jornal, os jovens eleitores tendem a ser não apenas consumidores das notícias e eventos publicados na internet, mas divulgadores. Quando vêem algo interessante, enviam por e-mail para amigos e toda a rede social. Na essência, eles modernizaram um antigo recurso de propaganda política, o boca-a-boca.
"Muitas vezes quando eu leio uma história interessante na internet, eu envio o endereço para dez amigos. Eu prefiro ler um e-mail de um amigo que anexou uma história do que procurar no jornal", afirmou Laura Wolfe, 25, presidente do College Democrats of America.
Jane Buckingham, fundadora do Intelligence Group, uma companhia de pesquisa de mercado, afirmou que esta é uma "geração da mídia social" que se mantém em constante comunicação com os outros e acredita que as informações enviadas por e-mail ou mensagem de texto no celular são naturais e não mera propaganda eleitoral.
Jane contou ainda que, em um dos grupos de pesquisa conduzidos por ela, um estudante de colégio resumiu a idéia da rede social de informação: "Se a notícia é importante, ela vai me encontrar".
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Especial


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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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