Mundo
27/03/2008 - 12h04

Jovens acompanham disputa eleitoral pela internet, diz "NYT"

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Colaboração para a Folha Online

Uma pesquisa divulgada pelo jornal norte-americano "New York Times" analisou como os norte-americanos estão acompanhando a campanha presidencial e apontou que a maioria dos eleitores com menos de 30 anos utiliza a internet como principal veículo de informação. Veja a íntegra (em inglês) da reportagem do "NYT".

Segundo a pesquisa realizada pelo instituto Pew Research, a televisão, considerada o veículo de maior alcance nacional, é utilizada por apenas 25% dos eleitores até 30 anos, 39% dos eleitores entre 30 e 49 anos e por 50% daqueles com mais de 50 anos como fonte de informação sobre a corrida eleitoral.

Dois terços dos eleitores com menos de 30 anos utilizam principalmente sites de relacionamento, como o MySpace e Facebook, para obter informações sobre seus candidatos. Nestes dois sites, o democrata Barack Obama, tido como o pré-candidato mais popular entre os jovens, tem cerca de 1 milhão de "amigos", pessoas que se declaram suas apoiadoras.

Já a democrata Hillary Clinton tem aproximadamente 330 mil e o republicano John McCain reúne 140 mil seguidores.

A pesquisa indicou também que 40% dos jovens viram discursos, entrevistas, comerciais e debates na internet.

Este eleitorado considera a internet uma fonte importante de informações e vídeos eleitorais e um veículo fundamental para debater sobre divergências políticas. Assim, eles assistem diretamente ao discurso de seu candidato ou ao debate entre os partidos, ao invés de acompanhar a repercussão dos fatos nos jornais.

Um exemplo desta tendência foi o número de acessos ao vídeo do discurso de Obama sobre a questão racial, conseqüência da polêmica criada pelos comentários controversos de seu ex-pastor Jeremiah Wright. O link para o vídeo foi o item mais acessado no Facebook. No site do "New York Times", a transcrição do vídeo foi a notícia mais enviada por e-mail, mais do que os artigos escritos sobre o discurso.

Eleitorado importante

O modo como os eleitores filtram suas notícias tornou-se importante, afirma o "NYTimes", em uma eleição pela qual eles têm tido muito interesse e envolvimento. Pesquisas de boca-de-urna em 22 Estados estimam que mais de 3 milhões de eleitores com menos de 30 anos participaram das primárias democráticas deste ano. Na última corrida democrata, em 2004, foram um milhão de eleitores jovens.

Em três dos mais populosos Estados --e com grande número de delegados em jogo--, Califórnia, Texas e Ohio, a participação dos eleitores com menos de 30 anos aumentou de 10%, em 2004 para 16%, segundo pesquisas de boca-de-urna realizadas pelo instituto Edison/Mitofsky.

Campanha popular

De acordo com o jornal, os jovens eleitores tendem a ser não apenas consumidores das notícias e eventos publicados na internet, mas divulgadores. Quando vêem algo interessante, enviam por e-mail para amigos e toda a rede social. Na essência, eles modernizaram um antigo recurso de propaganda política, o boca-a-boca.

"Muitas vezes quando eu leio uma história interessante na internet, eu envio o endereço para dez amigos. Eu prefiro ler um e-mail de um amigo que anexou uma história do que procurar no jornal", afirmou Laura Wolfe, 25, presidente do College Democrats of America.

Jane Buckingham, fundadora do Intelligence Group, uma companhia de pesquisa de mercado, afirmou que esta é uma "geração da mídia social" que se mantém em constante comunicação com os outros e acredita que as informações enviadas por e-mail ou mensagem de texto no celular são naturais e não mera propaganda eleitoral.

Jane contou ainda que, em um dos grupos de pesquisa conduzidos por ela, um estudante de colégio resumiu a idéia da rede social de informação: "Se a notícia é importante, ela vai me encontrar".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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