Mundo
27/03/2008 - 13h20

Obama pede US$ 30 bi contra crise e defende saída do Iraque

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Colaboração para a Folha Online

De volta de suas rápidas férias no Caribe, o pré-candidato democrata Barack Obama pediu nesta quinta-feira por um segundo pacote de estímulo à economia de US$ 30 bilhões (R$ 54,87 bilhões) e por uma supervisão mais rigorosa do sistema financeiro dos Estados Unidos como uma forma de prevenir uma nova crise imobiliária.

Para o senador por Illinois, os proprietários de imóveis em apuros precisam de um alívio imediato.

'Isto começa com um estímulo que vai alcançar os americanos mais vulneráveis, incluindo um socorro imediato às áreas mais atingidas pela crise imobiliária, e uma significativa extensão do seguro desemprego para aqueles que estão sem trabalho', disse Obama em Nova Iorque.

O pacote seria de, no mínimo, US$ 30 bilhões.

Iraque

Em uma clara oposição aos discursos recentes de John McCain sobre o bom andamento da Guerra do Iraque, Obama disse que irá terminar o conflito. "Faremos isso com cuidado, responsabilidade e honra, mas temos que começar a retirar nossas tropas".

Para o senador democrata, os EUA devem colocar de volta algumas tropas "ao local de onde não deviam ter saído, o Afeganistão, e combater a Al Qaeda e Bin Laden, que mataram 3.000 americanos".

Alex Brandon/AP
Democratic presidential hopeful Sen. Barack Obama D-Ill., shakes hands after speaking about the economy, Thursday, March 27, 2008, in the Great Hall at Cooper Union in New York. (AP Photo/Alex Brandon)
No centro da cena política, Obama cumprimenta eleitores após seu discurso sobre a crise econômica dos Estados Unidos

Obama afirmou ainda que se deve "parar de gastar US$ 10 bilhões por mês no Iraque", um dinheiro que poderia ser gasto nos EUA, construindo escolas, dando trabalho e dando acesso ao 'Health Care' --sistema de saúde pública dos EUA-- às pessoas. "John McCain não entende isto", concluiu.

O democrata afirmou que admira o que McCain fez pelos EUA no passado -- lutar na Guerra do Vietnã--, mas que "quando ele começa a falar em deixar as tropas americanas no Iraque por mais cem anos, está dando continuidade às políticas de George W. Bush que falharam até agora".

"Ele está prometendo uma continuação da política de Bush para as relações internacionais e as mesmas políticas econômicas domésticas [do atual presidente]".

Obama x McCain

Desde quarta-feira, o senador por Illinois trava um debate indireto sobre a economia americana com o candidato republicano John McCain.

Em discurso anterior, Obama também abordou a crise dos créditos imobiliários e apresentou suas diferenças em relação às políticas do candidato republicano à Casa Branca.

McCain defendeu na quarta-feira, em encontro com empresários na Califórnia, medidas que privilegiam a não intervenção do Estado na economia, como a redução de impostos.

Entretanto, assim como Obama, McCain também acredita que o sistema financeiro e os bancos de crédito devem ser mais responsáveis e transparentes.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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