Mundo
27/03/2008 - 20h42

Obama e Hillary apresentam suas receitas contra recessão

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da France Presse, em Nova York

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca apresentaram nesta quinta-feira suas estratégias econômicas para resgatar os Estados Unidos da recessão e ajudar os americanos afetados pela crise dos empréstimos imobiliários.

Ambos defendem receitas parecidas, que diferem a respeito da administração econômica da superpotência, e descrevem um cenário desolador da gestão do atual presidente George W. Bush.

"Agora quase todos os especialistas concordam em dizer que nossa economia está em recessão", disse Barack Obama em Nova York, enquanto Hillary Clinton alertava na Carolina do Norte sobre a ameaça de "uma recessão no estilo japonês", ou seja, com a inflação elevada.

Apesar dos últimos números oficiais registrarem ainda um crescimento mínimo de 0,6% da economia para o quarto trimestre de 2007, especialistas acreditam que os primeiros três meses de 2008 provavelmente trarão cifras negativas.

Obama prometeu aumentar o papel regulador do governo como capitão do sistema financeiro, e propôs um plano de reativação econômica de US$ 30 bilhões (R$ 54,87 bilhões) focado nos setores mais vulneráveis.

Efe
Barack Obama venceu as primárias desta terça em Vermont, mas perdeu para Hillary Clinton em Ohio, Rhode Island e no Texas
Os pré-candidatos Hilllary Clinton e Barack Obama, que defendem uma maior intervenção do Estado na economia para conter crise

"Está na hora do governo federal renovar o marco regulador de nossos mercados financeiros", declarou Obama na sede da Cooper Union, onde apresentou sua plataforma econômica.

Manipulação

Obama acusou Wall Street de ter manipulado os mercados para obter maiores benefícios às custas da consolidação do crescimento econômico.

"O resultado foi um mercado distorcido que cria bolhas ao invés de manter um crescimento firme e sustentável, um mercado que favoreceu Wall Street em detrimento do resto das pessoas, mas terminou atingindo a todos", disse.

Hillary também propôs um plano de reativação de US$ 30 bilhões para ajudar as cerca de 9 milhões de vítimas da crise dos créditos imobiliários, algumas das quais vivendo sob a ameaça de perder suas casas.

A senadora por Nova York propôs investir US$ 2,5 bilhões por ano durante sua gestão para fortalecer a força de trabalho do país através de programas de formação profissional.

Obama, por sua vez, defendeu a extensão da aposentadoria.

Livre mercado

O candidato republicano John McCain criticou o enfoque de seus dois potenciais rivais como uma intervenção equivocada do Estado na economia de mercado.

"O que não precisamos são resgates multimilionários para os grandes bancos e especuladores, como propõem os senadores Hillary e Obama", atacou McCain.

Segundo o senador pelo Arizona, "há uma tendência dos liberais de esperar grandes programas de governo sustentados pelos contribuintes que não conseguem resolver os verdadeiros problemas".

Em resposta, Obama acusou McCain de defender políticas fracassadas e de ser o candidato "de um terceiro mandato de George W. Bush".

Hillary também criticou o senador republicano: "Ele prefere ignorar a crise de crédito e das hipotecas, ou culpar as famílias de classe média, em vez de oferecer soluções em seu nome"

FED

Para Hillary, não serão decisões do Banco Central americano (FED) que salvarão o país de uma recessão semelhante à experimentada pelo Japão.

"Não acredito que possamos superar os problemas dos quais padece nossa economia apenas com políticas monetárias.Os japoneses já provaram isso mais de uma vez", argumentou a pré-candidata em uma entrevista ao "Wall Street Journal".

A senadora por Nova York preconiza estratégias mais agressivas para combater a crise, incluindo a capacidade de comprar créditos imobiliários dos americanos endividados com empréstimos superavaliados.

Hillary e Obama se enfrentarão em mais uma crucial batalha da guerra democrata pela candidatura à Presidência, no dia 22 de abril, nas primárias da Pensilvânia.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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