Mundo
27/03/2008 - 21h10

Veterano da Guerra do Vietnã apóia Hillary e critica George W. Bush

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Colaboração para a Folha Online

O parlamentar Jack Murtha, condecorado veterano da Guerra do Vietnã (1958-1975), faz campanha para a pré-candidata democrata à Presidência norte-americana Hillary Clinton na Pensilvânia, Estado pelo qual foi eleito e onde ocorrerão as próximas primárias, no dia 22 de abril.

O vídeo do parlamentar que demonstra seu apoio à senadora, usado pelo comitê de Hillary como divulgação, está disponível em inglês no site baltimoresun.com e no You Tube.

Na gravação, Murtha discursa contra a Guerra do Iraque e afirma que o governo norte-americano gasta US$ 343 milhões (cerca de R$ 594 milhões) por dia no país, enquanto "não gasta esse dinheiro com coisas realmente importantes".

O parlamentar também critica a administração do atual presidente George W. Bush e diz acreditar que Hillary deve ser presidente por ter mais experiência e entender de política.

"Estou convencido que nós estamos provavelmente em uma das piores situações que eu já vi nos 35 anos que estou no Congresso. Nós precisamos de uma pessoa com experiência, uma pessoa que entenda de política. (...) Quando a administração (Bill) Clinton acabou, havia US$250 bilhões (cerca de R$ 433 bilhões) de superávit. Agora, há quase US$ 3 trilhões (cerca de R$ 5 trilhões) de déficit", completou Murtha.

Corrida Democrata

As primárias da Pensilvânia são essenciais para Hillary, que espera conseguir uma virada sobre o também pré-candidato Barack Obama e firmar sua campanha rumo à nomeação democrata de agosto.

Hillary está a frente nas pesquisas sobre as prévias do Estado, mas precisa de uma vitória por ampla margem de votos para alavancar sua contagem no voto popular e persuadir os superdelegados sobre a viabilidade de ser nomeada a candidata do partido.

Até agora, a senadora por Nova York venceu Estados com um total de 219 votos de colégios eleitorais, sem contar as primárias de Michigan e Flórida, invalidadas devido à antecipação de sua realização para janeiro, antes da divulgação da agenda oficial do partido democrata. As vitórias de Obama somam um total de 202 colégios eleitorais.

Mas o senador por Illinois lidera a disputa pela nomeação em outros indicadores, como o número de delegados --Obama tem 1.622, contra 1.472 de Hillary--, o voto popular --o senador está cerca de 3 pontos percentuais a frente-- e número de Estados--Obama tem 27, contra 14 de Hillary.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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