Mundo
27/03/2008 - 22h33

"Reflexões" de Fidel Castro completam um ano

da Efe, em Havana

O ex-presidente cubano Fidel Castro completa nesta sexta-feira (28) um ano de "reflexões", a coluna de opinião publicada na imprensa oficial da ilha, que o acompanhou durante sua convalescença e sua renúncia, após quase meio século no poder.

No dia 28 de março do ano passado, Fidel escreveu sob o título "Condenados à morte prematura por fome e sede mais de três bilhões de pessoas no mundo" seu primeiro artigo, publicado no dia seguinte no jornal oficial "Granma" e que iniciou uma série que já conta com uma centena de textos publicados.

Fidel não escondeu que as limitações do papel não se adaptam às necessidades de um homem acostumado durante décadas com o tempo de oratória diante de multidões.

Em meados de janeiro, reconheceu em um de seus artigos que às vezes sente o desejo de jogar o que está escrevendo no lixo "por não encontrar um interlocutor em sua frente", mas, nem por isso, deixou de escrever sobre quase tudo nestes últimos doze meses.

Desde as contínuas séries contra os EUA e seu presidente, George W. Bush, e os biocombustíveis, passando pelos submarinos no Reino Unido, a corrida eleitoral americana ou a recente crise surgida entre Equador e Colômbia, Fidel tem refletido até sobre suas reflexões.

A Agência de Informação Nacional lembrou em artigo publicado hoje no Granma que "a repercussão mundial foi tremenda desde o princípio" e considera as reflexões "um manancial onde flui a consciência da época atual".

As "reflexões" foram uma maneira de suprir a demanda de informação sobre seu estado de saúde, mas nele Fidel encontrou, além disso, a forma para continuar se impondo e fazer suas avaliações chegarem aos cubanos e à opinião pública internacional.

 

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