Mundo
28/03/2008 - 08h30

Obama diz que sairia de sua igreja caso Wright continuasse pregando

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colaboração para a Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama afirmou, nesta quinta-feira (27), que ele sairia de sua igreja em Chicago caso seu ex-pastor Jeremiah Wright continuasse pregando.

Em um programa de televisão norte-americano que será exibido hoje nos Estados Unidos, Obama afirmou: "Se o reverendo não tivesse se aposentado, e se ele não soubesse que o que falou ofendeu profundamente as pessoas, foi inapropriado e distorceu o que eu acredito que seja a grandeza deste país, por todas estas falhas, eu não me sentiria confortável ficando na igreja".

Jeremiah Wright tornou-se conhecido dos eleitores norte-americanos após seus controversos sermões que foram amplamente divulgados na internet e na televisão e até vendidos em DVD.

Neles, Wright afirma que os Estados Unidos são um país fundamentalmente racista e que os negros deveriam dizer "Deus amaldiçoe a América" em invés da tradicional fala nacionalista, "Deus abençoe a América". Ele também afirmou que o governo dos EUA criou a Aids para destruir "as pessoas de cor".

Obama afirmou na quarta-feira (26) que conversou com Wright, que se aposentou da Trinity United Church of Christ de Chicago, mas continua como pastor. Em seu discurso já famoso sobre a questão racial no país, Obama distanciou-se dos comentários de Wright, mas não repudiou diretamente o pastor que celebrou seu casamento e o batizado de seus filhos.

O discurso foi a maneira encontrada pela equipe de campanha de Obama de encerrar a polêmica que poderia ser perigosa para o senador, que prega desde o início de sua candidatura que os eleitores transcendam as questões raciais.

Contudo, sua rival democrata, Hillary Clinton, colocou a polêmica de volta na mídia ao afirmar, nesta quinta-feira (27), que ela teria abandonado a igreja de um pastor que falou do país do jeito que Wright falou. A declaração marcou a primeira vez que Hillary falou sobre o assunto. Até o momento, o tema só havia sido abordado por seus assessores de campanha.

A equipe de Obama acusou Hillary de abordar o tema apenas para desviar a atenção da polêmica criada pelo seu relato errôneo de que chegou à Bósnia, em 1996, sob tiroteio.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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