Mundo
28/03/2008 - 09h18

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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Colaboração para a Folha Online

A equipe de campanha do provável candidato republicano John McCain esforça-se em colocar o nome do senador de volta nas mentes dos eleitores. Um pouco esquecido diante da troca diária de ataques entre os pré-candidatos democratas, McCain embarcará, na próxima semana, em uma viagem "biográfica", na qual visitará lugares importantes de sua vida, como escolas e instalações militares.

A idéia é que os norte-americanos conheçam um pouco mais da biografia de McCain e, com isso, ele fique com uma imagem mais acessível e positiva diante do eleitorado.

Já os democratas Barack Obama e Hillary Clinton, sem nenhuma primária até 22 de abril, na Pensilvânia, continuam em uma disputa acirrada de polêmicas e acusações. Na quarta-feira (26), a equipe de Obama acusou Hillary de não ter tanta experiência em política internacional e ter exagerado seus relatos sobre sua ida à Bósnia, em 1996. Na quinta-feira (27), Hillary colocou a polêmica do pastor Jeremiah Wright de volta na mídia e obrigou Obama a posicionar-se novamente sobre o assunto.

Nesta quinta-feira, os democratas ofereceram uma breve trégua na batalha para criticarem o discurso econômico de McCain, a quem acusam de não querer ajudar as famílias prejudicadas pela crise hipotecária. McCain defende que "não é função dos Estados Unidos apoiar e recompensar aqueles que agem irresponsavelmente, seja grandes bancos ou pequenos emprestadores".

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"USA Today" (EUA)
McCain embarcará em viagem biográfica

Reprodução
USA Today
USA Today

O provável candidato republicano John McCain tornou-se uma figura pública como um prisioneiro de guerra no Vietnã. Ele esteve no Congresso por um quarto de século e teve uma boa corrida presidencial em 2000. Ele foi co-autor de cinco livros.

Mas sua campanha ainda quer certificar-se que as pessoas saibam quem ele é.

McCain iniciará, na semana que vem, uma "viagem biográfica", visitando escolas e instalações militares "que tiveram um papel importante na definição de quem eu sou hoje", como McCain escreveu em uma carta para arrecadar fundos.

O conselheiro sênior de sua campanha, Charles Black afirmou: "Nós não podemos supor que as pessoas saibam de sua história".

O objetivo é fixar a imagem de McCain na mente dos eleitores antes que os democratas façam isso por ele-- considerando que ele tem verba para isso.

"The New York Times" (EUA)
Hillary detalha seus planos para a saúde pública

Reprodução
New York Times
New York Times

Na série "If elected", o jornal "New York Times" entrevista cada candidato sobre temas importantes para a nação e examina como os candidatos presidenciais lidariam com o tema se fossem presidentes.

Nesta sexta-feira, a entrevista foi com a democrata Hillary Clinton que falou sobre seus planos para a saúde pública: caso eleita, ela determinaria um sistema universal de saúde que limitaria o que os norte-americanos pagam por planos de saúde particulares a não mais de 10% de sua renda, uma redução significativa para algumas famílias.

O custo médio de uma apólice familiar adquirida por um indivíduo em 2006 e 2007 era de US$ 5.799 ou 10% da renda de uma família que receba US$ 58.526 anualmente, de acordo com a America's Health Insurance Plans. Algumas apólices chegam a custar US$ 9.201, ou 16% da renda média.

Este limite na cobrança é parte da proposta de planos de saúde universais desde que ela anunciou-a, em setembro. Ela também afirmou em pesquisa que ela preferiria determinar o limite em um único nível para todos os norte-americanos, ao invés de variar conforme a renda de cada família.

"The Washington Post"(EUA)
Democratas criticam as visões de McCain sobre a economia

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Os senadores democratas Barack Obama e Hillary Clinton criticaram duramente, nesta quinta-feira, o provável candidato republicano John McCain por sua posição em relação à crise hipotecária. ilustrando o grande vão entre os dois partidos em como resolver a crise econômica dos Estados Unidos.

McCain e os democratas divergiram por muito tempo sobre a política norte-americana sobre o Iraque, mas o colapso dos créditos imobiliários e a subseqüente queda em outros setores da economia abriram um segunda fronte na competição entre os rivais presidenciais.

Em um discurso sobre economia, McCain disse que apóia a assistência governamental para norte-americanos que enfrentam a falência por causa da turbulência no mercado financeiro. Mas ele negou-se a entrar no grupo que defende o tipo de intervenção governamental para instituições e indivíduos favorecidos por Hillary e Obama, argumentando que "não é função dos Estados Unidos apoiar e recompensar aqueles que agem irresponsavelmente, seja grandes bancos ou pequenos emprestadores".

Obama e Hillary criticaram sua citação em um esforço de pintar McCain como um candidato indiferente aos problemas dos norte-americanos comuns. Falando em Nova York, ontem, Obama caracterizou as visões de Obama como "pouco mais do que assistir a crise acontecendo". Hillary, em um evento em Raleigh, disse que McCain prefere ignorar a crise ou simplesmente culpar as famílias por seus problemas.

"The Wall Street Journal (EUA)"
Políticas de subprime

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

O democrata Barack Obama ainda estava falando seu discurso econômico na quinta-feira, em Nova York quando a equipe de campanha de sua rival democrata, Hillary Clinton enviou um e-mail aos repórteres, acusando Obama de utilizar mais dinheiro dos grandes atores da indústria de hipotecas subprime que qualquer outro candidato.

Contudo, muitas medidas sugerem que Hillary recebeu mais de grandes companhias de subprime que o senador Obama ou o provável candidato republicano, John McCain.

O "golpe" contra Obama realizado pelo diretor de comunicações de Hillary, Phil Singer foi parte de uma disputa de trincheira diária que ocupou os dois candidatos democratas, na medida em que cada um tenta lançar dúvidas sobre o outro enquanto chegam rapidamente até o limite de revelações potencialmente perigosas.

O e-mail de Singer citava palavras recentes do diretor de campanha de Obama, David Plouffe que disse: "Se você vai realmente lidar com as práticas que causaram a crise hipotecária e de crédito, nós vamos precisar de um líder que não deva favores às indústrias".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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