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28/03/2008 - 10h32

Obama ganha de Hillary e McCain perde para democratas, diz pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Pew Research Center mostra o democrata Barack Obama liderando a preferência dos eleitores com 49% do votos contra 39% de Hillary Clinton.

Confira todos os dados da pesquisa, em inglês.

O bom resultado pode indicar que a candidatura de Obama não foi afetada pela polêmica criada em torno dos comentários controversos de seu ex-pastor, Jeremiah Wright.

O pré-candidato manteve praticamente a mesma margem de liderança sobre Hillary indicada por uma pesquisa realizada pelo mesmo instituto no final de fevereiro, 49% contra 40%.

Segundo o estudo, 51% dos eleitores dizem acreditar que Obama lidou bem com a polêmica. No grupo de eleitores de Obama entrevistados, 84% disseram que seu candidato lidou bem com o problema. Entre os eleitores de Hillary, o número cai para 42%. Já entre os republicanos, apenas 33% têm a mesma opinião.

Em uma disputa simulada com o provável candidato republicano John McCain, Obama ganharia a eleição, com 49% dos votos contra 43% de McCain. O senador pelo Arizona perde também para a outra pré-candidata democrata, já que Hillary contou com 49% dos votos contra 44% de McCain.

Entre as principais preocupações dos eleitores está a situação da economia. De acordo com a pesquisa, 56% dos eleitores dizem achar que ela está em crise. Em fevereiro, 45% dos eleitores identificavam problemas na economia dos Estados Unidos. Apenas 28% tinham a mesma opinião em janeiro.

Discursos sobre economia

Cientes da importância do tema, os três possíveis candidatos realizaram discursos sobre a economia nesta semana. Os democratas Obama e Hillary apontaram seus planos de intervenção governamental para auxiliar as famílias em risco de falência devido à crise hipotecária e financeira que assola o país.

Hillary propôs que o governo estabeleça um leilão para comprar as casas destas famílias, e sugeriu que o atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, crie um grupo de especialistas para lidar com o problema.

Já McCain, em discurso nesta quinta-feira, declarou sua preocupação com as famílias em dificuldades, mas se negou a apoiar uma intervenção governamental tão grande na economia. Ele argumentou que "não é função dos Estados Unidos apoiar e recompensar aqueles que agem irresponsavelmente, seja grandes bancos ou pequenos empréstimos".

Hillary, em um evento em Raleigh, disse que McCain prefere "ignorar a crise ou simplesmente culpar as famílias de classe média por seus problemas, em invés de oferecer soluções para beneficiá-las".

Aprovação

A mesma pesquisa revelou que a aprovação do governo Bush caiu de 33%, em fevereiro, para 28%. A queda é preocupante para McCain, que é tido como um candidato que manterá as atuais políticas de Bush.

A equipe de campanha de McCain esforça-se para separar a imagem do senador da do atual presidente, que já declarou seu apoio político ao provável candidato. No mesmo discurso em que falou da economia, McCain realçou que seu governo será diferente do atual mandato republicano.

A pesquisa foi realizada entre 22 e 24 de março.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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