Mundo
28/03/2008 - 11h44

Chefe democrata teme que ataques pessoais prejudiquem o partido

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O chefe do partido democrata, Howard Dean afirmou que as equipes dos pré-candidatos Barack Obama e Hillary Clinton deveriam ter mais cuidado nos ataques mútuos para que não desmoralizem a base partidária e prejudiquem as chances do partido de ganhar a eleição de 4 de novembro.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, Dean afirmou também espera que o nomeado democrata seja determinado logo após o fim das primárias, em junho. Ele prometeu ainda que vai encorajar os superdelegados-- que podem ter a decisão em suas mãos-- a definir seus votos antes da convenção nacional democrata, em 25 de agosto.

AP
Howard Dean
Democrata Howard Dean em entrevista à agência de notícias Associated Press

Dean disse acreditar que os ataques e contra-ataques entre Hillary e Obama ficaram muito pessoais. Apesar de não afirmar que eles tenham ultrapassado o limite, ele afirmou que deixou sua opinião muito clara para ambos os pré-candidatos.

"Você não quer desmoralizar a base do partido democrata com tantos ataques entre seus próprios membros", afirmou na entrevista concedida nesta quinta-feira. "Deixe que a mídia, os republicanos e os comentaristas da televisão façam os ataques e morram pela boca. Os apoiadores [da campanha] devem manter suas bocas fechadas sobre essas coisas, porque é prejudicial à potencial vitória de um democrata [nas eleições]", disparou.

Dean afirmou que uma possível divisão no partido é uma preocupação de muitos democratas. Seus assessores dizem que ele está trabalhando por trás da cena pública para resolver estas questões. Ele agora consulta alguns membros leais do partido sobre como resolver a nomeação o mais rápido possível. Na lista de consultados, constam nomes como o ex-vice-presidente Al Gore e o ex-presidente Jimmy Carter.

"Haverá algumas brigas feias se [a nomeação] for para a convenção, e as pessoas vão desistir. Mas eu tenho conversado com várias pessoas sem afiliação para ver como vamos resolver isso", afirmou Dean.

Dean sentenciou ainda que os superdelegados-- os quase 800 políticos e membros partidários que podem aguardar até a convenção para declarar seu voto-- devem declarar sua opinião antes de agosto para evitar uma batalha na convenção. "Não há por que esperar", afirmou.

Michigan e Flórida

Dean afirmou que os delegados de Michigan e Flórida que perderam o direito de voto depois que adiantaram a data de suas primárias poderão levar seus delegados à convenção.

Contudo, ele não forçará uma solução em relação aos eleitores dos dois Estados porque a campanha dos dois democratas não pode suportar mais um dilema a esta altura da disputa.

Michigan e Flórida tentaram propor soluções para a anulação de suas primárias, como uma votação por correio, mas não conseguiram efetivar nada.

O partido e os Estados alegam não ter dinheiro para pagar por uma nova votação. A mais interessada em uma solução é Hillary que, além de estar atrás na disputa, ganhou as primárias em ambos os Estados.

"Você chama os dois lados e diz: 'Vocês não acham que é hora das duas campanhas fazerem um acordo sobre como vamos solucionar isso?'. Deixe-me apenas dizer que as campanhas acreditam que esse tipo de acordo é prematuro agora", afirmou Dean.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca