França vê proposta de Uribe como positiva e pede cooperação das Farc
da Efe, em Paris
A França vê como positiva a decisão do presidente colombiano, Álvaro Uribe, de autorizar a libertação de rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em troca de reféns em seu poder, e pediu nesta sexta-feira (28) à guerrilha que "aproveite sem demora esta oportunidade".
"A proposta do governo colombiano é importante, a nosso entender, e vai no caminho certo", afirmou o porta-voz adjunto do Ministério de Assuntos Exteriores francês, Frédéric Desagneaux.
Ele reiterou a preocupação da França com o grave estado de saúde da ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, e é refém da guerrilha desde fevereiro de 2002.
Esta inquietação se baseia nos testemunhos de reféns recém-libertados, em particular o do ex-senador colombiano Luis Eladio Pérez, e as informações recentes das autoridades da Colômbia, que demonstram a gravidade do estado de saúde de alguns reféns, em particular de Betancourt.
Desagneaux assinalou que o estado de saúde e a segurança de Betancourt são de responsabilidade absoluta das Farc, e pediu à guerrilha que faça "de forma urgente" avanços decisivos. "As Farc devem realizar os avanços decisivos esperados; sua responsabilidade está comprometida, e o tempo pressiona", afirmou.
Ontem à noite, Uribe assinou um decreto que autoriza a libertação de guerrilheiros das Farc em troca da libertação das pessoas que a guerrilha mantém como reféns, entre as quais Betancourt.
O presidente assinou esse decreto depois que o defensor público colombiano Vólmar Pérez alertou para a deterioração do estado de saúde de Betancourt que, segundo seu relato, foi atendida no final do mês passado em um centro médico do departamento de Guaviare.
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