Apesar de pressão, Hillary se recusa a abandonar corrida nos EUA
da Folha Online
A pré-candidata Hillary Clinton rejeitou os apelos para que abandone a corrida pela candidatura democrata nos EUA, e seus assessores disseram que ela está "mais determinada do que nunca" a permanecer na disputa até o final das primárias, em 3 de junho.
Ontem, o senador Patrick Leahy --que é partidário de Barack Obama --disse que Hillary deveria deixar a corrida, "pelo bem do partido". No mesmo dia, Obama obteve o apoio do senador pela Pensilvânia Bob Casey, a 3 semanas da votação no Estado.
"A senadora Clinton tem todo o direito, mas não um bom motivo, para manter sua candidatura por quanto tempo ela desejar. No entanto, conforme a contagem de delegados e os interesses dos democratas em uma vitória [nas eleições de 4 de novembro], não há uma boa razão para manter [a candidatura de Hillary]", disse Leahy ontem em um comunicado.
Outros líderes democratas também aumentaram a pressão por uma definição da candidatura, dizendo que o partido não pode se desviar da disputa com o provável candidato republicano, o senador pelo Arizona John McCain. O chefe do partido democrata, Howard Dean, disse em várias entrevistas na TV que teme que os ataques prejudiquem a legenda.
"Não queremos que isso se torne um grande confronto na convenção nacional", disse ele à rede ABC. Dizendo que seria favorável ter o candidato definido até 1º de julho, após o fim das primárias em junho, Dean acrescentou que, quanto mais cedo ocorrer a definição, "melhor".
Durante ato de campanha em Indiana, Hillary rebateu as críticas, dizendo que Leady está errado. "Há milhões de motivos para permanecer nesta corrida: o povo da Pensilvânia, o povo da Indiana, da Carolina do Norte, e de todos os Estados onde ainda haverá votação".
"Uma pesquisa recente apontou que 22% dos democratas querem que eu saia, e outros 22% querem que o senador Obama desista da corrida. Mas 62% disseram: deixem o povo votar".
Hillary fará vários atos de campanha neste sábado em Indiana e em Kentucky, que realizam primárias em maio. Obama, que cumpre o primeiro mandato como senador por Illinois, conta com vantagem de 1.623 delegados contra 1.499 de Hillary.
A senadora por Nova York espera reverter a disputa nas próximas votações, principalmente na de 22 de abril na Pensilvânia, e nas de Indiana e da Carolina do Norte, em 6 de maio.
Obama
Durante discurso na Pensilvânia nesta sexta-feira, Obama afirmou que, se eleito, pretende adotar uma política externa mais "tradicional", como as dos ex-presidentes George Bush, John F. Kennedy e Ronald Reagan.
Obama elogiou George Bush --pai do atual presidente dos EUA, George W. Bush-- pela maneira como lidou com a Guerra do Golfo: com uma grande coalizão e objetivos definidos.
"A verdade é que a minha política externa deve se valer do retorno às políticas tradicionais de George Bush, John F. Kennedy e Ronald Reagan. O atual presidente, George W. Bush, vem sendo ingênuo neste sentido, pessoas como John McCain e, infelizmente, alguns democratas, contribuem para isso. Essa ingenuidade prejudicou a reputação [dos EUA] no mundo todo".
Questão racial
Ontem, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice elogiou o discurso de Obama sobre sua raça em entrevista para o "The Washington Times".
"Eu acredito que foi importante que ele [Obama] tenha feito o discurso por muitas razões", disse Rice na transcrição de uma entrevista festa pelo departamento de Estado nesta sexta-feira (28).
Obama pode ser o primeiro presidente negro dos EUA se vencer a nomeação democrata e passar pelo candidato republicano nas eleições gerais de novembro. Rice está no cargo mais alto ocupado por um negro na administração do atual presidente George W. Bush.
O discurso de Obama --feito após uma tempestade de críticas sobre os sermões carregados de seu ex-pastor Jeremiah Wright-- tratou da necessidade de curar as feridas deixadas pela questão racial nos Estados Unidos. Rice concordou com Obama e afirmou que os norte-americanos passaram por um duro período de preconceitos em relação a raça.
"Há um paradoxo e uma contradição para este país e nós ainda não os resolvemos", afirmou.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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