Obama busca voto de classes trabalhadoras que apóiam Hillary
da France Presse
da Folha Online
O pré-candidato democrata Barack Obama realizou neste sábado um ato de campanha para trabalhadores de Pittsburgh, em uma tentativa de angariar votos entre os partidários da rival Hillary Clinton, a três semanas das primárias da Pensilvânia, em 22 de abril.
Obama chegou a Pittsburgh, antiga capital da siderurgia, ao lado do único senador democrata da Pensilvânia, Bob Casey, um defensor dos trabalhadores, que, segundo as pesquisas, são mais favoráveis a Hillary. Considerando que a rival aparece à frente nas pesquisas com eleitores de no Estado, a ambição de Obama parece diminuir a margem de diferença.
Obama, que cumpre mandato como senador por Illinois, conta com 1.623 delegados contra 1.499 de Hillary. A senadora por Nova York espera reverter a disputa nas próximas votações, principalmente na Pensilvânia, além da Indiana e da Carolina do Norte, em 6 de maio.
Ontem, o senador Patrick Leahy -- que é partidário de Obama --disse que Hillary deveria deixar a corrida, "pelo bem do partido". No mesmo dia, Obama obteve o apoio de Casey.
Outros líderes democratas também aumentaram a pressão por uma definição da candidatura, dizendo que o partido não pode se desviar da disputa com o provável candidato republicano, o senador pelo Arizona John McCain. O chefe do partido democrata, Howard Dean, disse em várias entrevistas na TV que teme que os ataques prejudiquem a legenda.
"Não queremos que isso se torne um grande confronto na convenção nacional", disse ele à rede ABC. Dizendo que seria favorável ter o candidato definido até 1º de julho, após o fim das primárias em junho, Dean acrescentou que, quanto mais cedo ocorrer a definição, "melhor".
Durante ato de campanha em Indiana, Hillary rebateu as críticas, dizendo que Leady está errado. "Há milhões de motivos para permanecer nesta corrida: o povo da Pensilvânia, o povo da Indiana, da Carolina do Norte, e de todos os Estados onde ainda haverá votação".
"Uma pesquisa recente apontou que 22% dos democratas querem que eu saia, e outros 22% querem que o senador Obama desista da corrida. Mas 62% disseram: deixem o povo votar".
Campanha
Durante discurso na Pensilvânia nesta sexta-feira, Obama afirmou que, se eleito, pretende adotar uma política externa mais "tradicional", como as dos ex-presidentes George Bush, John F. Kennedy e Ronald Reagan.
Obama elogiou George Bush --pai do atual presidente dos EUA, George W. Bush-- pela maneira como lidou com a Guerra do Golfo: com uma grande coalizão e objetivos definidos.
"A verdade é que a minha política externa deve se valer do retorno às políticas tradicionais de George Bush, John F. Kennedy e Ronald Reagan. O atual presidente, George W. Bush, vem sendo ingênuo neste sentido, pessoas como John McCain e, infelizmente, alguns democratas, contribuem para isso. Essa ingenuidade prejudicou a reputação [dos EUA] no mundo todo".
Questão racial
Ontem, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice elogiou o discurso de Obama sobre sua raça em entrevista para o "The Washington Times".
"Eu acredito que foi importante que ele [Obama] tenha feito o discurso por muitas razões", disse Rice na transcrição de uma entrevista festa pelo departamento de Estado nesta sexta-feira (28).
Obama pode ser o primeiro presidente negro dos EUA se vencer a nomeação democrata e passar pelo candidato republicano nas eleições gerais de novembro. Rice está no cargo mais alto ocupado por um negro na administração do atual presidente George W. Bush.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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