Mundo
29/03/2008 - 16h10

Obama busca voto de classes trabalhadoras que apóiam Hillary

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da France Presse
da Folha Online

O pré-candidato democrata Barack Obama realizou neste sábado um ato de campanha para trabalhadores de Pittsburgh, em uma tentativa de angariar votos entre os partidários da rival Hillary Clinton, a três semanas das primárias da Pensilvânia, em 22 de abril.

Obama chegou a Pittsburgh, antiga capital da siderurgia, ao lado do único senador democrata da Pensilvânia, Bob Casey, um defensor dos trabalhadores, que, segundo as pesquisas, são mais favoráveis a Hillary. Considerando que a rival aparece à frente nas pesquisas com eleitores de no Estado, a ambição de Obama parece diminuir a margem de diferença.

Obama, que cumpre mandato como senador por Illinois, conta com 1.623 delegados contra 1.499 de Hillary. A senadora por Nova York espera reverter a disputa nas próximas votações, principalmente na Pensilvânia, além da Indiana e da Carolina do Norte, em 6 de maio.

Ontem, o senador Patrick Leahy -- que é partidário de Obama --disse que Hillary deveria deixar a corrida, "pelo bem do partido". No mesmo dia, Obama obteve o apoio de Casey.

Outros líderes democratas também aumentaram a pressão por uma definição da candidatura, dizendo que o partido não pode se desviar da disputa com o provável candidato republicano, o senador pelo Arizona John McCain. O chefe do partido democrata, Howard Dean, disse em várias entrevistas na TV que teme que os ataques prejudiquem a legenda.

"Não queremos que isso se torne um grande confronto na convenção nacional", disse ele à rede ABC. Dizendo que seria favorável ter o candidato definido até 1º de julho, após o fim das primárias em junho, Dean acrescentou que, quanto mais cedo ocorrer a definição, "melhor".

Durante ato de campanha em Indiana, Hillary rebateu as críticas, dizendo que Leady está errado. "Há milhões de motivos para permanecer nesta corrida: o povo da Pensilvânia, o povo da Indiana, da Carolina do Norte, e de todos os Estados onde ainda haverá votação".

"Uma pesquisa recente apontou que 22% dos democratas querem que eu saia, e outros 22% querem que o senador Obama desista da corrida. Mas 62% disseram: deixem o povo votar".

Campanha

Durante discurso na Pensilvânia nesta sexta-feira, Obama afirmou que, se eleito, pretende adotar uma política externa mais "tradicional", como as dos ex-presidentes George Bush, John F. Kennedy e Ronald Reagan.

Obama elogiou George Bush --pai do atual presidente dos EUA, George W. Bush-- pela maneira como lidou com a Guerra do Golfo: com uma grande coalizão e objetivos definidos.

"A verdade é que a minha política externa deve se valer do retorno às políticas tradicionais de George Bush, John F. Kennedy e Ronald Reagan. O atual presidente, George W. Bush, vem sendo ingênuo neste sentido, pessoas como John McCain e, infelizmente, alguns democratas, contribuem para isso. Essa ingenuidade prejudicou a reputação [dos EUA] no mundo todo".

Questão racial

Ontem, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice elogiou o discurso de Obama sobre sua raça em entrevista para o "The Washington Times".

"Eu acredito que foi importante que ele [Obama] tenha feito o discurso por muitas razões", disse Rice na transcrição de uma entrevista festa pelo departamento de Estado nesta sexta-feira (28).

Obama pode ser o primeiro presidente negro dos EUA se vencer a nomeação democrata e passar pelo candidato republicano nas eleições gerais de novembro. Rice está no cargo mais alto ocupado por um negro na administração do atual presidente George W. Bush.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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