Mundo
29/03/2008 - 19h33

Confronto entre Exército iraquiano e milícias já deixou 300 mortos

Publicidade

da Efe, em Bagdá

Os combates entre as milícias fiéis ao clérigo xiita Moqtada al Sadr e o Exército iraquiano, apoiado pelas forças da coalizão, já deixaram mais de 300 mortos nos seis dias de enfrentamentos em Bagdá e no sul do país.

Na cidade de Basra, 550 quilômetros ao sul de Bagdá, onde explodiu a violência na segunda-feira à noite, o número de vítimas civis já chega a 125 e o de feridos, a 500, segundo fontes do Ministério do Interior, que não ofereceram dados sobre o número de mortos pertencentes ao Exército.

Em Basra e em seus arredores continuam os confrontos entre as Forças de Segurança iraquianas e o Exército Mehdi, segundo informou o porta-voz do Exército britânico em Basra, o comandante Tom Holloway. As forças britânicas se juntaram às Forças de Segurança nestes combates.

Além disso, o Ministério do Interior informou que centenas de voluntários se ofereceram para lutar junto às forças governamentais em Basra, depois da solicitação do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki.

Enquanto isso, em Bagdá continuam os enfrentamentos violentos em vários bairros da cidade, que começaram na terça-feira passada, quando o conflito se estendeu para outras regiões do país.

Os mortos até hoje em Bagdá chegam a 125 e os feridos, a 892, segundo fontes médicas citadas pela agência de notícias independente Aswat al Iraq.

O bairro que mais sofreu a violência entre o Exército iraquiano --apoiado pelos EUA-- e os xiitas partidários de Al Sadr, é o Cidade de Sadr, situado a leste da capital e baluarte do clérigo em Bagdá.

Tanto em Bagdá como em Basra, foi decretado o toque de recolher para tentar controlar a violência, embora em algumas zonas os enfrentamentos continuem pelo sexto dia consecutivo, sem que se vislumbre uma solução política a curto prazo.

O primeiro-ministro iraquiano rejeitou na sexta-feira o diálogo com a milícia xiita comparando-a com a Al Qaeda e qualificando o grupo de "criminosos e delinqüentes", postura apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Frente à insistência governamental por uma solução armada, o grupo de Al Sadr solicitou reiteradamente o diálogo e a busca de uma solução pacífica do conflito.

A milícia de Al Sadr, segunda força xiita do Iraque, se mantinha inativa desde agosto de 2007, quando seu líder se comprometeu a não fazer uso da violência, o que contribuiu para a melhora da segurança no país.

Al Maliki, por sua vez, se mostra firme em sua vontade de acabar definitivamente com o Exército Mehdi e neste momento se encontra em Basra, onde ordenou atuar com determinação contra as milícias e assegurou que não abandonará a cidade até que a situação esteja totalmente controlada.

Além disso, o governo iraquiano deu um ultimato aos milicianos de al-Sadr para que entreguem as armas antes do dia 8 de abril.

Os enfrentamentos entre o Exército iraquiano e a milícia xiita explodiram na segunda-feira pela noite, coincidindo com o começo de uma operação de segurança em Basra supervisionada no terreno por Al Maliki, batizada com o nome de "Carga de Cavalaria", com o objetivo de "impor na cidade o império da lei".

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca