Ex-premiê malaio pede que muçulmanos boicotem comércio com a Holanda
da Efe, em Kuala Lumpur (Malásia)
O ex-primeiro-ministro malaio Mahathir Mohamad (1981-2003) pediu à população muçulmana mundial que boicote os produtos holandeses, em resposta ao controvertido curta-metragem contra o islã do parlamentar holandês Geert Wilders.
Mahathir disse que a ação de protesto poderia levar a Holanda à ruína, já que a população muçulmana "forma a parcela mais rica da população mundial e são os maiores importadores", informa neste domingo o jornal "New Straits Times".
"Não devemos temer a perda de comércio com eles. Se o fizermos, então não estaríamos pensando como muçulmanos, mas em nosso interesse pessoal", acrescentou o ex-dirigente malaio.
Para Mahathir, o curta-metragem de Geert Wilders é resultado de mal-entendidos sobre a religião muçulmana e contém "um motivo crítico".
Wilders divulgou no último dia 27, pela internet, um filme de 15 minutos intitulado "Fitna", que significa caos ou enfrentamento em árabe, e no qual intercala imagens e informações sobre atentados de origem islamita, versículos do Corão que, na opinião de Wilders, incitam à violência e vozes que ameaçam de morte aqueles que não seguem o Islã.
O ex-premiê malaio também assegurou que as críticas ao Islã continuarão até que se demonstre que é uma religião benevolente e que os muçulmanos não são violentos.
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