Cafetina brasileira diz que foi vítima de preconceito e perseguição
da Folha Online
Andréia Schwartz, apontada como testemunha no escândalo que derrubou o governador de Nova York, Eliot Spitzer, está proibida de pisar nos Estados Unidos nos próximos dez anos e planeja abrir no Brasil uma empresa de importação e exportação, para recuperar o conforto deixado fora do país.
Nesse domingo, o "Fantástico", da Rede Globo, exibiu reportagem exclusiva com Schwartz. Ela surgiu loira e resolveu ceder entrevista, após se manter afastada da imprensa --justificou o antigo comportamento a uma má orientação de seu advogado.
Em Nova York, local onde Schwartz diz que trabalhou como modelo, ela era proprietária de um apartamento de US$ 1,5 milhão e tinha dinheiro investido em ações. Ela explica que sua vida luxuosa era fruto de bons contatos, por ter "personalidade" e ser "uma pessoa social".
Após ser acusada de exploração sexual, Andréia Schwartz perdeu tudo. Quando foi questionada sobre a acusação, ela diz que tudo não passou de uma invenção. "Isso é uma loucura".
Em 2006, Schwartz passou dois anos na cadeia sob acusação de vender serviços de prostituição e posse de drogas. Hoje ela diz que foi obrigada a confessar o crime.
Schwartz negou envolvimento com a queda do governador de Nova York. Ela explicou que apenas conhecia pessoas envolvidas. A defesa trabalha para levantar eventuais falhas no processo criminal que levou a brasileira à cadeia. A estratégia é reabrir o caso e provar que ela foi vítima de preconceito e perseguição.
Escândalo
O escândalo envolvendo o ex-governador veio à tona no último dia 10, após a publicação de uma reportagem no "The New York Times". De acordo com investigações, uma prostituta conhecida como Kristen encontrou-se com Spitzer no hotel Mayflower, em Washington, em 13 de fevereiro.
As autoridades que investigavam a rede de prostituição gravaram a ligação telefônica de um homem, identificado como "cliente 9", que confirmava um encontro com "uma mulher em sua viagem de Nova York a Washington, onde reservou um quarto", segundo o jornal.
O governador de Nova York, Eliot Spitzer, anunciou sua renúncia após escândalo sexual.
Segundo a polícia, o governador pagou por dois quartos na noite do programa --um para ele, outro para a prostituta. Por volta das 22h, ele escapou de seu esquema de segurança e seguiu para o quarto onde Kristen o esperava.
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