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31/03/2008 - 07h59

Bill Clinton pede para o partido deixar a disputa seguir seu curso

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Colaboração para a Folha Online

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou que manter a acirrada disputa pela nomeação democrata por mais muitas semanas não colocará em risco as chances do partido nas eleições presidenciais de novembro.

Um dos maiores cabos eleitorais de sua mulher, a pré-candidata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton , ele pediu para que aqueles que se mostram preocupados "relaxem" e deixem que as votações sigam seu curso normal.

Na última semana, diversos membros do partido, incluindo seu chefe, Howard Dean, mostraram preocupação com a demora na decisão e, principalmente, com a troca constante de ataques pessoais entre as equipes dos pré-candidatos. Eles temem que, enfraquecidos por uma disputa interna, nenhum pré-candidato democrata consiga fazer frente ao já provável candidato republicano, John McCain.

Bill Clinton refutou as sugestões da equipe de Barack Obama de que a permanência de Hillary estava prejudicando o partido, já que ela tem menos delegados e poucas chances de tomar a dianteira da disputa.

"De alguma forma surgiu esta sugestão de que, porque nós estamos tendo um debate vigoroso sobre quem seria o melhor presidente, nós enfraqueceremos o partido na eleição", afirmou Clinton na convenção democrata da Califórnia.

Clinton disse ainda que o partido deve "relaxar": "Nós vamos ganhar esta eleição se relaxarmos e deixarmos todo mundo ter sua chance de votar".

Obama afirmou no sábado (29) que a decisão de desistir ou não da corrida democrata cabe unicamente a Hillary. "Minha opinião é que a senadora [Hillary] Clinton pode competir por quanto tempo ela quiser", afirmou o pré-candidato democrata em entrevista a repórteres na Pensilvânia, local da próxima primária democrata, em 22 de abril.

Superdelegados

Bill Clinton fez um discurso durante a convenção democrata que atraiu um grande número de superdelegados (membros do partido e políticos eleitos que podem definir seu voto sem necessariamente seguir a votação popular).

Quase um terço dos 65 superdelegados da Califórnia ainda não definiram seu voto. Com uma disputa acirrada, o voto dos cerca de 800 superdelegados do país deverá definir quem será o candidato democrata à Presidência.

Dentre os superdelegados do Estado que já definiram seu apoio, Hillary tem vantagem. Segundo uma pesquisa da agência de notícias Associated Press, ela tem 29 superdelegados contra 13 de Obama.

Os outros 21 superdelegados ainda não se definiram ou declaram que apenas revelarão seu voto na convenção democrata nacional, em 25 de agosto, em Denver. Eles dizem não ter pressa em definir seu voto, mesmo com os pedidos contínuos do partido para acelerarem uma resolução.

Dois superdelegados não responderam à agência.

Durante um outro evento de campanha, mais tarde no domingo, Clinton classificou sua mulher como "a pessoa que melhor origina mudanças que eu já conheci".

No discurso em Medford, Oregon, Clinton ressaltou a atuação da mulher, na época da faculdade de direito, ajudando a proteger vítimas de abuso infantil. Da época como senadora de Nova York, Clinton destacou seu trabalho para conseguir benefícios para a polícia e o Corpo de Bombeiros do Estado que respiraram o ar poluído depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Cerca de 2.500 pessoas lotaram o ginásio para ver o ex-presidente e alguns declararam abertamente seu apoio a Hillary. "Estou feliz que ela ainda esteja na disputa. Mostra que ela não desistirá", afirmou o trabalhador da construção civil Joe O'Neill.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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