Polícia nepalesa prende mais de cem tibetanos diante da Embaixada da China
da France Presse, em Katmandu
da Folha Online
A polícia do Nepal prendeu nesta segunda-feira (31) mais de cem tibetanos que protestavam diante da Embaixada da China em Katmandu, como acontece todos os dias desde o início da crise no Tibete.
Duzentos policiais se posicionaram ao redor do edifício e impediram a aproximação dos manifestantes. No entanto, alguns se sentaram diante dos muros que cercam o local e foram levados para delegacias próximas. "Não sabemos exatamente quantos temos, mas devem ser mais de cem", afirmou um policial.
Um dos tibetanos detidos, Sonam Chugi, teve tempo de dizer à France Presse que "o dalai-lama tem o direito de viver no Tibete, um país que deve ser livre e pacífico". O dalai-lama, líder do budismo tibetano, vive exilado na Índia desde 1959.
O Nepal, que reconhece a soberania de Pequim sobre o Tibete, é o lar de quase 20 mil tibetanos. A capital nepalesa é cenário de manifestações diárias de refugiados tibetanos desde a explosão da revolta no Tibete. No domingo, a polícia de Katmandu agrediu manifestantes pró-Tibete e prendeu mais de cem pessoas.
Desde 10 de março, monges budistas, com apoio da população civil, protagonizaram protestos no Tibete para lembrar o aniversário da fracassada rebelião tibetana contra o controle chinês em 1959, que causou a ida ao exílio do dalai-lama.
Leia mais
- Parlamento tibetano nega que dalai-lama tenha incitado distúrbios
- ÁUDIO: Dalai-lama perdeu autoridade sobre as novas gerações; ouça Soninha
- Dalai-lama faz apelo mundial pelo Tibete e menciona possível renúncia
- China promete indenizar parentes de vítimas de violência no Tibete
- Dalai-lama volta a pedir diálogo com a China para resolver conflito no Tibete
Especial

