Análise: McCain se beneficia da prolongada disputa democrata
LIZ SIDOTI
da Associated Press, em Washington
A permanência de John McCain na corrida presidencial se fortalece a cada dia que ele se beneficia da luta crescentemente pessoal e prolongada para a nomeação democrata entre os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama. Mas ele não irá reconhecer publicamente essa vantagem.
"Estou agradecido de estar onde nós estamos, mas ainda há muito trabalho a fazer", o provável candidato republicano disse à "Associated Press" na semana passada, desmentindo a versão de que ele teria uma vantagem para as eleições gerais enquanto a luta pelas primárias democratas continuam.
Mesmo com a disputa Hillary-Obama, pesquisas mostram que ambos os candidatos fariam uma corrida acirrada com McCain. o republicano precisa arrecadar fundos para competir com os com os endinheirados democratas, para energizar um partido que estava dividido sobre sua candidatura e para introduzir-se para eleitores além do seu status de herói da Guerra do Vietnã e ressaltar suas visões em meio a um pedido de mudança após oito anos de governo do presidente George W. Bush.
Político por quase três décadas, McCain também já está no meio a tempo bastante para saber que seus trunfos podem se tornar negativos se o ambiente político mudar. Isso fora os assuntos que podem trazer problemas, como a intensa luta na cidade iraquiana de Basra que poderia derrubar sua estratégia que diz que o aumento de tropas está funcionando e os soldados norte-americanos não deveriam se retirar. Dada a conjuntura, a prudência de McCain é previsível.
Mas seus assessores --e republicanos como um todo-- não conseguem conter o seu desejo de que a corrida pela nomeação democrata continue.
"Há uma vertente que diz que temos uma oportunidade de vencer as eleições gerais porque não temos uma disputa seis meses antes" disse Terry Holt, um republicano e assessor da campanha de reeleição de George W. Bush.
Com os ventos de 2008 em seu favor, os democratas perderam muito tempo do último ano comemorando a sua arrecadação de fundos recorde e os entusiasmados ativistas do partido, enquanto os leais republicanos lamentavam os prospectos de pesquisas sobre Bush e a impopular Guerra do Iraque.
Mas agora não há nenhuma dúvida entre republicanos e democratas de que McCain aparece melhor posicionado do que estava há semanas, enquanto Hillary e Obama aparecem mais abatidos a cada dia. Enquanto o republicano faz campanhas sem a obstrução de ninguém, os democratas se engajam em discórdias e se confrontam em situações que prejudicam a sua credibilidade: uma exageração no caso da Bósnia para ela e comentários incendiários de um ex-pastor para ele.
"Está começando a ficar alarmante. A luta diária está diminuindo ambos os candidatos democratas", disse Steve Murohy, um democrata que fez a campanha de Dick Gephardt's em 2004. Enquanto isso, ele adicionou: "McCain tem carta branca por alguns meses".
No mínimo, a disputa democrata está elevando McCain. "ele é capaz de ser um homem de Estado, e isso é válido", disse Chris Lehane, um democrata e ex-partidário do ex-presidente Bill Clinton. Ele afirmou que McCain também se beneficia porque não há nenhum candidato democrata para desafiá-lo em seus passos errados.
Por exemplo, McCain se abriu às críticas quando recentemente disse que o Irã estava permitindo que militantes da rede terrorista al Qaeda entrasse em seu território para serem treinados e depois voltarem para o Iraque. Democratas tentaram prejudicá-lo com a afirmativa falsa, mas muitos dizem que a inexistência de um único candidato não permitiu que a gafe fosse transformada em uma estratégia real de campanha.
Mesmo com tudo isso, a prolongada corrida democrata apresenta desafios para McCain. A disputa domina as conversas sobre a campanha, o que afeta a sua capacidade de ser ouvido.
A corrida também aparenta gerar um entusiasmo democrata, traduzido em registros de voto e participação, o que pode ser ruim para os republicanos nas eleições gerais de novembro.
Não obstante, McCain tenta fazer disso tudo uma oportunidade. Ele usa o tempo a mais para acelerar a execução de sua lista de coisas a fazer e abafar as reclamações de alguns republicanos de que sua campanha, das primárias às eleições gerais, está muito devagar.
Tentando projetar a imagem de um líder conhecido pelo mundo e bem preparado sobre as questões mundiais, McCain viajou para outros continentes em março para se encontrar com líderes mundiais e retornou dizendo que dará um rumo para a política externa diferente da abordagem de bush.
Na última semana, ele foi para o oeste para arrecadar dinheiro e conseguiu nove campanhas de arrecadação em cinco dias. Ele conseguiu US$ 5 milhões (R$ 8,7 milhões) da Califórnia, mas ainda tem uma diferença significante para os seus rivais democratas. Em fevereiro, Hillary e Obama obtiveram mais de US$ 80 milhões (R$ 139,6 milhões) e tiveram US$60 milhões (R$ 104,7 milhõers) nas mãos. McCain arrecadou US$11 milhões (R$ 19,2 milhões) e teve algo como US$ 6 milhões (R$ 10,5 milhões) disponíveis.
Nesta-segunda, McCain começou um tour "feito para a TV" em locais que formaram a sua vida e deve fazer discursos mostrando o quanto as lições aprendidas vão delinear a sua presidência. O tour, chamado de "Service to America" pode ser encarado como uma tentativade ressaltar a sua biografia e tirar a disputa entre Obama e Hillary da mídia.
"Todo dia McCain tem uma oportunidade de se apresentar para o público americano como alguém de liderança, experiência e cidadania", disse Kevin Madden, um veterano da campanha do republicano Mitt Romney deste ano. Ao mesmo tempo, ele disse: "Atributos negativos estão se tornando cada dia mais presentes nas percepções sobre os candidatos democratas e isso pode prejudicá-los no final". Neste ponto, os Democratas dolorosamente concordam.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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