22/03/2002
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19h36
da Folha de S.Paulo
O resultado da votação da moção americana defendendo a saída do embaixador José Maurício Bustani da Opaq foi bem recebido pelo governo brasileiro, que considerava o placar uma incógnita.
O aspecto considerado desagradável foi o ato dos argentinos que se abstiveram diante da discussão. A abstenção levará o governo do Brasil a pedir explicações ao presidente Eduardo Duhalde.
Diplomatas afirmam que a atitude foi recebida com perplexidade porque o presidente Fernando Henrique Cardoso tem sido solidário com o país vizinho e não encontrou a mesma receptividade. O embaixador argentino deve ser convocado para prestar esclarecimentos.
Já um outro aspecto que surpreendeu a diplomacia brasileira foi a abstenção dos franceses. A previsão era de que a França seguisse os Estados Unidos, apoiando a moção. Ao abster-se, o governo francês foi considerado um aliado do Brasil no debate sobre a permanência de Bustani.
Apesar do tom otimista e vitorioso, analisado pelos brasileiros, houve uma derrota na discussão de hoje. A proposta do governo de instalar um conselho extraordinário, uma espécie de auditoria externa para analisar a gestão de Bustani, foi rejeitada.
No caso da auditoria, o resultado foi de 14 votos a favor da proposta brasileira, 17 contra e 8 abstenções. O objetivo era que, em meio às apurações, o embaixador brasileiro tivesse oportunidade para se defender.
A expectativa agora é em relação ao próximo procedimento dos EUA, que pretendem solicitar uma convocação de uma reunião extraordinária da Assembléia Geral da Opaq para novamente votar a moção.
Na Assembléia Geral, deverão votar os 145 membros, e não só os 41 que integram o Conselho Executivo da organização. Como não há previsão para realização da discussão, o governo brasileiro decidiu que o assunto será retirado da lista de prioridades.
A idéia é manter a posição atual de defesa veemente de Bustani, enviar ofícios às embaixadas dos países-membros do órgão e divulgar a necessidade de diálogo e cooperação.
Na próxima segunda-feira, Bustani chega a Brasília. Oficialmente, para participar de um seminário que debate a defesa civil na proteção e assistência sobre armas químicas, mas, na prática, deverá encontrar-se com o chanceler Celso Lafer, numa demonstração pública do governo de que vai continuar a defender sua permanência à frente da Opaq.
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Embaixador brasileiro deve permanecer na Opaq
Derrota da moção contra embaixador é bem recebida pelo Brasil
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RENATA GIRALDIda Folha de S.Paulo
O resultado da votação da moção americana defendendo a saída do embaixador José Maurício Bustani da Opaq foi bem recebido pelo governo brasileiro, que considerava o placar uma incógnita.
O aspecto considerado desagradável foi o ato dos argentinos que se abstiveram diante da discussão. A abstenção levará o governo do Brasil a pedir explicações ao presidente Eduardo Duhalde.
Diplomatas afirmam que a atitude foi recebida com perplexidade porque o presidente Fernando Henrique Cardoso tem sido solidário com o país vizinho e não encontrou a mesma receptividade. O embaixador argentino deve ser convocado para prestar esclarecimentos.
Já um outro aspecto que surpreendeu a diplomacia brasileira foi a abstenção dos franceses. A previsão era de que a França seguisse os Estados Unidos, apoiando a moção. Ao abster-se, o governo francês foi considerado um aliado do Brasil no debate sobre a permanência de Bustani.
Apesar do tom otimista e vitorioso, analisado pelos brasileiros, houve uma derrota na discussão de hoje. A proposta do governo de instalar um conselho extraordinário, uma espécie de auditoria externa para analisar a gestão de Bustani, foi rejeitada.
No caso da auditoria, o resultado foi de 14 votos a favor da proposta brasileira, 17 contra e 8 abstenções. O objetivo era que, em meio às apurações, o embaixador brasileiro tivesse oportunidade para se defender.
A expectativa agora é em relação ao próximo procedimento dos EUA, que pretendem solicitar uma convocação de uma reunião extraordinária da Assembléia Geral da Opaq para novamente votar a moção.
Na Assembléia Geral, deverão votar os 145 membros, e não só os 41 que integram o Conselho Executivo da organização. Como não há previsão para realização da discussão, o governo brasileiro decidiu que o assunto será retirado da lista de prioridades.
A idéia é manter a posição atual de defesa veemente de Bustani, enviar ofícios às embaixadas dos países-membros do órgão e divulgar a necessidade de diálogo e cooperação.
Na próxima segunda-feira, Bustani chega a Brasília. Oficialmente, para participar de um seminário que debate a defesa civil na proteção e assistência sobre armas químicas, mas, na prática, deverá encontrar-se com o chanceler Celso Lafer, numa demonstração pública do governo de que vai continuar a defender sua permanência à frente da Opaq.
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