Mundo
01/04/2008 - 09h01

Forças tibetanas planejam ataques suicidas, diz polícia chinesa

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da Efe, em Pequim

A polícia chinesa afirmou nesta terça-feira que o "próximo plano" das "forças independentistas do Tibete" é organizar comandos suicidas para cometer ataques violentos.

"Pelo que sabemos, o próximo plano das forças pela independência do Tibete é organizar comandos suicidas para lançar ataques violentos. Afirmam que não temem nem o derramamento de sangue nem o suicídio", disse o porta-voz do Ministério da Segurança Pública, Yu Heping, em entrevista coletiva.

Heping, que voltou a acusar a "cúpula" do dalai-lama pelos distúrbios registrados desde 14 de março no Tibete, anunciou a detenção de dois jovens tibetanos de 27 anos relacionados aos incêndios que arrasaram duas lojas de roupas, com o saldo de dois mortos, segundo as autoridades chinesas.

O porta-voz acrescentou que os dois suspeitos confessaram os crimes e que participaram das agressões, saques e incêndios registrados no que o governo chinês passou a denominar o "incidente de 14 de março".

Além disso, em comunicado, criticou o Movimento pela Revolta do Povo Tibetano e sete associações independentistas tibetanas que buscam, de acordo com Pequim, "romper a estabilidade e unidade chinesas" e "pressionar o governo por ocasião dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008".

Jornalistas

Hoje, na habitual entrevista coletiva do Ministério de Assuntos Exteriores, a porta-voz Jiang Yu justificou o fechamento da região tibetana a jornalistas estrangeiros e turistas, após a explosão dos distúrbios.

"Antes dos incidentes, Lhasa (capital tibetana) era um lugar aberto onde podiam entrar os turistas e jornalistas, se fizessem os procedimentos necessários", disse Jiang. "No entanto, devido aos distúrbios violentos, foi necessário tomar medidas que são legítimas e cumprem a lei", disse.

Arte Folha Online
Mapa Tibete

Além disso, a porta-voz criticou uma carta escrita pelo dalai-lama e dirigida a Pequim, a favor do diálogo e das manifestações pacíficas. Jiang disse que o líder espiritual tibetano "distorceu a história durante meio século, prejudicando a estabilidade da China", e afirmou que a carta era "hipócrita".

Segundo a versão de Pequim, os distúrbios de 14 de março na capital tibetana deixaram 19 mortos, entre eles um policial, enquanto houve 623 feridos em mais de 300 incêndios, além de ataques com paus e pedras protagonizados pelos autores do protesto.

Os tibetanos no exílio, que disseram em um primeiro momento que eram "protestos pacíficos", informam que mais de 140 foram mortos devido à repressão policial chinesa posterior a esses eventos.

 

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