Fidel diz não acreditar no dalai-lama, mas na vitória da China
da France Presse, em Havana
O ex-ditador cubano Fidel Castro disse que não é "obrigado" a acreditar no dalai-lama, que recebeu homenagens dos Estados Unidos, mas que tem "muitas razões para acreditar na vitória chinesa", em mais um artigo publicado nesta terça-feira pela imprensa oficial.
"Respeito o direito de crer no dalai -lama, mas não sou obrigado a crer nele", afirmou Fidel a respeito do líder espiritual tibetano.
Em seu artigo, o líder cubano lembra que o dalai-lama foi condecorado com a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos, e "elogiou George W. Bush por seus esforços em favor da liberdade, democracia e todos os direitos humanos".
"A guerra no Afeganistão foi classificada pelo dalai-lama como uma libertação, a guerra da Coréia como semilibertação, e a do Vietnã como um fracasso", acrescenta Fidel.
Fidel classificou os protestos no Tibete de uma "campanha", "um toque de clarim chamando para desmerecer o êxito do país e seu povo como anfitriões dos próximos Jogos Olímpicos".
"Há nesse país grupos de crentes muçulmanos, cristãos católicos e não católicos e de outras crenças, e dezenas de minorias étnicas, cujos direitos estão garantidos em sua Constituição".
Leia Mais
- Polícia chinesa revela identidades de 14 vítimas dos distúrbios de Lhasa
- Polícia nepalesa prende mais de cem tibetanos diante da Embaixada da China
- Parlamento tibetano nega que dalai-lama tenha incitado distúrbios
- ÁUDIO: Dalai-lama perdeu autoridade sobre as novas gerações; ouça Soninha
- Dalai-lama faz apelo mundial pelo Tibete e menciona possível renúncia
Especial


