Mundo
01/04/2008 - 16h38

McCain lembra espírito adolescente em viagem pelos EUA

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da Efe, em Washington

O provável candidato republicano à Presidência norte-americana, John McCain, lembrou nesta terça-feira (1) seu espírito adolescente durante a segunda parada de uma viagem pelos locais e cidades mais importantes de sua história pessoal, que o levou ao colégio interno no qual estudou no estado da Virgínia.

"Quando cheguei aqui, era um rapaz um tanto quanto fanfarrão", afirmou o senador pelo Arizona no centro escolar da cidade de Alexandria, a poucos quilômetros da capital americana.

Filho e neto de militares, o jovem McCain estava acostumado a ser transferido de um colégio para outro até seus pais o colocarem na Episcopal High School da Virgínia, instituição que atraía então os filhos de famílias aristocráticas do sul dos Estados Unidos.

"Eu era sempre o garoto novo, e estava acostumado a demonstrar rapidamente em cada novo colégio que não era alguém que podia ser desafiado superficialmente", contou o senador.

"Durante minha juventude, costumava responder de forma agressiva e até mesmo irresponsável em algumas ocasiões, diante de qualquer pessoa que eu pensasse que tinha questionado meu sentido de honra e respeito", explicou McCain.

O senador de 71 anos reconheceu que essa atitude lhe causou problemas não só na adolescência, mas também durante sua vida adulta.

"Sou conhecido por esquecer em algumas ocasiões a discrição esperada de uma pessoa da minha idade e condição, quando acho que alguém faltou o respeito comigo sem motivo", afirmou McCain.

Entretanto, o candidato presidencial republicano insistiu que suas atitudes são mais calmas atualmente, em comparação às de seus anos estudantis e assegurou que as pessoas que o conheceram na época ficariam "maravilhadas" com seu atual autocontrole.

Grande parte do discurso que o senador fez se centrou na influência que seu ex-professor de literatura inglesa William Ravenel, já falecido, teve sobre ele durante seus anos na Episcopal High School.

"Ravenel nos fez apreciar o quão profundas eram as emoções que moviam as tragédias dos personagens de Shakespeare", disse McCain sobre o professor, a quem descreveu como "um dos melhores homens que já conhecera".

Viagem

O candidato republicano começou sua viagem "autobiográfica" na segunda-feira (31) no Mississippi, o Estado original da família McCain, onde visitou um aeroporto da Marinha que leva o nome de seu avô, um almirante condecorado.

McCain recebeu parte de seu treinamento militar nessa base quando tinha cerca de 20 anos.

Jonathan Ernst /Reuters
McCain carrega bola de futebol americano que ganhou de alunos da Episcopal High School
McCain carrega bola de futebol americano que ganhou de alunos da Episcopal High School

A cidade de Meridian, onde fica a base, era um lugar no qual não havia muito o que fazer. Com isso, o senador decidiu criar um clube social, ao qual os convidados chegavam de barco e cujas festas se tornaram memoráveis.

O escritor Robert Timberg, autor de "John McCain: An American Odyssey" ("John McCain, uma odisséia americana", em tradução livre) lembra em seu livro que as festas se transformaram em "ímãs para as mulheres locais", atraídas pela originalidade dos eventos do clube social.

O senador continuará sua viagem na quarta-feira (2), em Annapolis, no Estado de Maryland, cidade que viu quatro gerações dos McCain desfilarem pela escola naval da cidade. Em seguida, o candidato presidencial republicano vai à Flórida, onde recebeu treinamento como piloto de avião.

O giro de McCain termina em Prescott, no Arizona, onde um dos heróis do parlamentar, o senador Barry Goldwater, lançou sua campanha presidencial em 1964.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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